CasaPronta 2006:
CasaPronta 2006: quem não foi, vai em 2007
Por Redação Engeplus
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A Feira CasaPronta mal chegou ao seu final ontem e duas certezas já se destacavam no Pavilhão de Exposições. A primeira: quem não apostou no evento perdeu uma rara oportunidade de ampliar a sua clientela. A segunda: a edição de 2007 deverá, no mínimo, dobrar de tamanho em termos de estandes. Motivo: muita gente graúda que não foi, já reservou sua vaga para o ano que vem.
Enquanto revendedores de revestimentos, sanitários e mobiliário deitaram e rolaram na feira, um segmento cada vez mais presente nos ambientes domésticos deixou de faturar alto: as lojas de informática. Nos cinco dias, foi grande a procura por equipamentos, suprimentos e novidades na área. Infelizmente, ausentes no evento.
O descaso do setor de informática para com a CasaPronta é incompreensível. Desconhece-se, no dias atuais, quem arque com investimentos numa confortável residência sem se preocupar com um espaço profissional num canto da casa, a versão tupiniquim para office.
Repensada para 2007, a participação de um setor que se agiganta em Criciúma - só na rua Joaquim Nabuco há 12 lojas de informática - poderá juntar-se a outro, igualmente ausente na feira. O de mobílias para escritórios e ambientes profissionais personalizados.
LAVANDO A ALMA
Negócios à parte, os profissionais que mais comemoraram o sucesso da CasaPronta foram os arquitetos. O contato direto com o público tanto serviu para engatilhar projetos de residências como de lojas. E quem atuou na produção de estandes já renovou o "contrato" para o ano que vem.
"A CasaPronta gerou, na verdade, duas frentes extraordinárias", exultou o presidente do núcleo regional do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Nivaldo Hipólito. "Numa, mobilizou como nunca a nossa categoria, concentrada no nosso estande. Noutra, viabilizou contatos com inúmeros novos clientes."
PRESENÇA FEMININA
O arrojo e a ousadia dos arquitetos dominaram grande parte dos estandes da feira. O resultado cativou os olhares de uma parcela do público, determinante no sucesso de um evento como a CasaPronta: as mulheres. Sozinhas ou acompanhadas, elas foram a maioria no pavilhão.
Marketeiros do setor de revestimentos cerâmicos alardeavam na década de 80 que os showrooms deviam focar sempre o público feminino. As mulheres, justificavam, é que decidiam o que comprar. Os maridos, claro, pagavam.
De lá para cá, o poder econômico distribuiu-se, mas o foco das vitrines (ou estandes, no caso de uma feira), não. Daí a convicção de que um evento que enche os olhos femininos não pode dar errado. A CasaPronta foi, literalmente, a prova concreta disso.



