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Cidadãos em vulnerabilidade social terão tratamento especial no Consultório de Rua

Por Redação Engeplus

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Desde o começo de junho a equipe do Consultório de Rua está em fase de capacitação. O consultório será itinerante e prestará cuidados a moradores de rua e pessoas em vulnerabilidade social usuárias de entorpecentes. A partir da próxima segunda-feira, dia 9 de julho, os profissionais vão acompanhar o trabalho no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), que já faz acompanhamento à população vulnerável.

Conforme a enfermeira coordenadora do Consultório de Rua, Grasiela Gregório, o objetivo é servir essas pessoas que não conseguem chegar a um tratamento. “Vamos encaminhá-las a um profissional e trabalhar também com a inclusão social dessas pessoas. Inserí-las na sociedade”. Os primeiros bairros a receberem a equipe será o Renascer e o Paraíso, localidades de vulnerabilidade social.

De acordo com o coordenador da saúde mental de Criciúma, Denílson Rodrigues da Fonseca, os profissionais vão abordar os usuários onde eles estiverem. “A expectativa é a redução de danos. Os moradores de rua e as pessoas em vulnerabilidade social serão informados sobre a rede de saúde, os tratamentos oferecidos. Será trabalhada a conscientização, os profissionais vão conversar e cuidar dessas pessoas”, explica.

O consultório vai funcionar com oito profissionais. Um psicólogo, uma assistente social, uma técnica de enfermagem, quatro redutores de danos, além da coordenadora do projeto. “Vamos fixar a van do consultório no bairro com todos os equipamentos necessários. Enquanto isso, a equipe vai rodar pela comunidade”, explica Grasiela.

Conforme Grasiela, com o passar dos anos vem se verificando um aumento no número de casos com pessoas com DST, hepatite, tuberculose e HIV, em Criciúma, por decorrência do udo de drogas. “Para ter uma ideia Criciúma é o sexto em notificações de HIV no Brasil. Além disso, muitas pessoas contraem tuberculose, ficam com o bacilo não se tratam e acabam transmitindo a doença para outras pessoas. Nossa meta é atender esse pessoal de forma integral e reduzir esses números”, revela.

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