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Com 650 demitidos, Morro Grande na Justiça contra a JBS

Por Redação Engeplus

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Foto: Arquivo Engeplus

O dia tão temido chegou em Morro Grande. O anúncio feito no final de agosto se confirmou e a unidade da JBS fechou o abate de carnes, suspenso na semana passada. Agora funciona somente a fábrica de rações com 45 funcionários. Outros 70 foram deslocados para as unidades de Forquilhinha e Nova Veneza e 650 trabalhadores serão demitidos.

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“As rescisões serão formalizadas pela JBS no sindicato entre os dias 9 e 24”, confirma o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e Região (Sintiacr), Célio Elias. “Além de todas as verbas rescisórias, os trabalhadores receberão um abono de gratificação de R$ 1.250 e terão antecipados R$ 700 da participação nos lucros que seria paga em abril de 2018”, informa.

O rombo em Morro Grande

Uma audiência de conciliação na Justiça em Meleiro, hoje, coloca em lados opostos o prefeito de Morro Grande, Valdionir Rocha (PSD), e a JBS. Na ocasião, o município cobra os prejuízos que está tendo com as isenções fiscais que ofereceu e a perda dos cerca de R$ 140 mil em impostos que a empresa gerava.

“Eles pegaram dinheiro público, incentivos fiscais, dinheiro do BNDES, da Caixa Econômica Federal, e o município está reivindicando esse custo de infraestrutura”, aponta Célio. “Esse ônus todo e o caos ficaram para Morro Grande”, observa.

Esperança que vem da China

A unidade de Morro Grande mantinha bom padrão no abate. Por conta dessa boa referência, pode haver a perspectiva de inclusão da planta recém fechada em negociação com empresários da China. “Haverá uma reunião com os chineses nos próximos dias em São Paulo, eles querem investir forte, talvez seja uma chance para Morro Grande”, sinaliza Célio.

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O sindicalista lembra, porém, que o histórico da JBS tem sido de manutenção de unidades fechadas. “Queremos acreditar que eles tem a intenção de se desfazer, mas não é o que tem ocorrido. Na prática, em nível nacional, eles fecham e mantem fechado, tem um caso assim em Jaraguá do Sul”, completa.

Demais unidades mantidas

O movimento sindical da área da alimentação vem mantendo mobilizações nacionais de atenção às condições da JBS para manutenção de unidades Brasil afora. “Hoje não há riscos para as plantas de Forquilhinha e Nova Veneza”, informa Célio.

Mas o sindicalista pondera que, se ações de bloqueio das contas da JBS continuarem, poderá haver problemas. “Em Mato Grosso do Sul bloquearam R$ 730 milhões, se continuarem mexendo no caixa da JBS e não no CPF das pessoas físicas envolvidas na corrupção há sim risco às unidades de abate de frango, suínos e bovinos”, conclui.

Uma audiência pública para tratar da situação dos investimentos da JBS no Brasil e da preocupação dos trabalhadores será realizada na próxima segunda-feira na Assembleia Legislativa, por proposição do deputado Rodrigo Minotto (PDT).

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