Começaram as
Começaram as liquidações em Criciúma
Por Redação Engeplus
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Algumas lojas no Centro de Criciúma deram esta semana a largada das promoções. Nas vitrines, descontos de 50% e a palavra liquidação estampada chamam a atenção, principalmente, das consumidoras, que vão atrás de calçados. É o caso da aposentada Rita de Cássia Santos Marcelino, 43 anos. Nos últimos anos, ela conta, deixou de comprar em excesso no Natal para esperar as promoções do mês de janeiro e em seguida a Megaliquidação, em fevereiro. “Vale a pena, a gente dá uma economizada boa. Compro roupas e calçados para minhas filhas também nessa época. Agora é que é a hora boa de comprar”, avaliou Rita enquanto pesquisava os preços nas vitrines.
De acordo com a gerente da loja Talismã, Roselane Brígido, as boas condições de pagamento são o principal atrativo, além do desejo de consumo das mulheres que “namoram” os calçados e aguardam o momento ideal para comprá-los. “Vendemos nessa época, com promoção, um pouco menos do que no Natal, mas vale a pena mesmo assim pois conseguimos liquidar o estoque para em março receber novas coleções. Chegamos a atender 50 clientes ao mesmo tempo. Em média, cada cliente leva oito pares de calçados”, calcula Roselane.
A promoção em janeiro é praticada há cerca de 10 anos pela Ravellon Calçados. A gerente, Sinara Antunes, afirma que nenhuma promoção bate em vendas datas como Natal e Dia das Mães, mas a liquidação de janeiro é esperada pelos clientes. “Não deixamos de entrar na Megaliquidação, emendamos, praticamente, uma promoção na outra. O que fazemos é guardar, reservar itens para cada promoção”, explica.
O vice-presidente de serviços da Câmara de Dirigentes Lojistas de Criciúma (CDL), Henrique Vargas, afirma que não há como interferir das políticas internas de venda de cada lojista. Nesse caso, os comerciantes agem de forma individual, enquanto que a Megaliquidação é um evento coletivo que atrai 30% de consumidores de fora do município. “Não há como interferir e nem avaliar os efeitos dessas promoções isoladas. É o consumidor quem vai avaliar se para ele é vantajoso ou não comprar agora. Claro, ele terá mais opções de compras, mas a vantagem financeira quem dita é o consumidor”, esclarece Vargas.



