Compensação mais
Compensação mais rápida
Por Redação Engeplus
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As regras para compensação de cheques mudaram na última terça-feira, dia 19, quando entrou em vigor uma nova determinação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Com a informatização, os cheques com valor menor de R$ 300, que eram compensados em até quatro dias úteis, terão a compensação em até dois dias. O mesmo acontece com cheques com valor igual ou superior a R$ 300 que passam a ser compensados em até um dia útil.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região, Ronald Pagel Soares, essa determinação ajudará os bancos e os consumidores. “O trabalho será mais ágil e todo feito por meio da internet”, ressaltou Soares. Os cheques de praças diferentes e de difícil acesso, que antes demoravam até 20 dias para serem compensados, levarão até sete dias úteis com a nova regra e sem a necessidade da presença física.
Dados recolhidos pela Febraban dão conta de que em 2009 foram compensados 450 milhões de cheques e em 2011 esse número caiu para 80 milhões, uma significativa queda de 82%. “O uso dos cartões, o chamado dinheiro de plástico, e o aumento do crédito é que impulsionaram essa queda”, explicou o presidente do sindicato. Ele ainda disse que não há dados exatos, mas acredita-se que Criciúma acompanhou a média nacional.
A compensação eletrônica também ajuda a diminuir o número de ilegalidades no uso do cheque. “As falsificações de cheques e assinaturas, além das clonagens, serão muito mais remotas, já que rapidamente se saberá da validade da ordem de pagamento”, salientou Soares.
Preocupação – O Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região acompanha a implantação. “Antes existiam as Câmaras de Compensação que agora deixam de existir para que funcionários façam o processo de compensação. Estamos acompanhando para que não haja sobrecarga”, explicou o presidente do sindicato, Ronald Pagel Soares.
Segundo ele, os caixas eletrônicos reduziram consideravelmente o número de funcionários. “Cada máquina faz o trabalho de 20 bancários, não queremos que o mesmo aconteça com a nova regra de compensação de cheques”, concluiu.



