Urussanga
Condições climáticas refletem em baixa nos parreirais
No próximo dia 19, o município celebra a Vindima Goethe 2016
Por Redação Engeplus
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Em mais de três décadas de dedicação ao campo, o produtor Dionei Pignatel nunca sofreu tantos revés quanto em 2015. As condições climáticas registradas desde o início do ano refletiram em saldos muito aquém do esperado em todas as variedades cultivadas pela família, na comunidade de Rio América Baixo, em Urussanga.
Com a uva não será diferente. Em safras ruins, o produtor retirava até 60 toneladas do campo. Nesta, se ele conseguir colher 40% será muito. “Foi pouco frio no inverno, em agosto deu aquele calor fora do normal e depois ainda veio um período excessivo de chuva”, elenca. “Nos outros anos, uma produção ia ruim, mas a de pêssego ou nectarina compensava. Desta vez foi tudo ruim”, complementa.
Há um mês para o inicio da colheita, o produtor já projeta a safra do próximo ano. “É que nem um time de futebol, não tem como desistir no meio do campeonato”, brinca.
Vindima se aproxima
No próximo dia 19, o município celebra a Vindima Goethe 2016, deflagrando oficialmente o período de colheita da uva. Na propriedade da família Pignatel, a variação Niágara rosa ganha mais destaque, direcionada aos mercados da região.
De forma tímida, o produtor investe também na produção do tipo Goethe, reservada para a pequena produção artesanal de vinho mantida na propriedade. “Nós trabalhamos com o que é mais aceito no mercado. Como já temos uma venda consolidada das uvas de mesa, ainda não pensamos em mudar o foco”, conta.
Junto com Pedras Grandes, Urussanga é a maior produtora de uvas no Sul de Santa Catarina. Segundo a Epagri do município, a região integra 300 hectares de parreirais, somando aproximadamente quatro mil toneladas ao ano.
Conforme o pesquisador da Estação Experimental, Emílio Della Bruna, neste ano a quebra deverá ser superior a 50%. “No máximo, espero 1,5 mil toneladas”, lamenta. Apesar do maior índice negativo em décadas, o especialista não acredita no desencorajamento dos agricultores. “Não se pode pensar só neste ano. O parreiral é um investimento de 20 anos”, enaltece.
(Colaboração/ Texto: Gabriel Bosa / Jornal da Manhã)



