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Construção civil: liminar suspende licenças concedidas antes do Plano Diretor de Criciúma

Justiça acatou pedido do Ministério Público estadual. Município pretende recorrer e o setor teme por crise econômica

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Foto: Ana Paula Cardoso/Arquivo Engeplus

Uma liminar judicial concedida a favor do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e em desvafor a cidade de Cricúma gera discussões. A medida suspende os efeitos das consultas prévias de viabilidade, dos projetos aprovados e dos alvarás para construções de obras expedidos a partir de 28 de Dezembro de 2011, as quais ainda não tenham sido iniciadas. A decisão é em decorrência de ação civil pública movida pela 9ª Promotoria de Justiça de Criciúma, com atuação na Defesa do Meio Ambiente, e está relacionada a entrada em vigor do Plano Diretor de Criciúma.

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Na visão do MPSC, os protocolos, consultas de viabilidade ou até mesmo os alvarás ou licenças concedidas com base no Plano Diretor anterior "são mera expectativa de direito e não direito adquirido, sujeitando-se, portanto, à nova regra urbanística, caso ainda não iniciada a obra. Isto é, o Ministério Público objetiva a adequação das obras ainda não iniciadas às novas exigências legais da municipalidade, ainda que aprovado o projeto de acordo com a lei vigente na época", aponta o blog da promotoria.

No entanto, para a procuradora do município de Criciúma, Erica Ghedin Orlandin, a decisão da Justiça vai contra uma lei que demorou para ser aprovada porque teve a participação da comunidade, a qual esteve de acordo com o que consta na lei para poder aprová-la. "O Plano Diretor foi um projeto participativo. Os criciumenses puderam discutir e decidir o que era melhor para a cidade. Se exercida como determina a Justiça, a liminar será retroativa, ou seja, deverá ser aplicada com empresas e terceiros que firmaram compromissos de acordo com o que permitia a lei na época, na vigência do Plano Diretor antigo, mas que, agora, deverão se adaptar ao que consta no novo", salienta Erica.

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Ainda cabe recurso da decisão, o que, segundo a procuradora, deve ser feito já na segunda-feira, em Florianópolis, com entrada de agravo. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Catarinense (Sinduscon) reunirá seus associados e incorporadores na próxima terça-feira para apresentar a liminar judicial e discutir a questão, a fim de encontrar outras alternativa para o problema, afirma o secretário executivo do Sinduscom, Fernando Albuquerque Vaz. O encontro será às 18 horas no próprio Sinduscon, na sede da Associação empresarial de Criciúma (Acic).

Assim como Raquel, o empresário do setor da construção civil, Olvacir Bez Fontana, lembra que essa liminar contraria uma Lei Municipal, a qual foi aprovada após diversas audiências públicas e com a participação popular. Para ele, existem três grandes problemas, caso a medida seja mantida e aplicada: "As empresas construtoras terão prejuízos financeiros porque, quando a documentação é aprovada e a licença para a obra é concedida, existem os financiamentos, tanto com o banco como com os clientes para comprarem imóveis na planta; haverá milhares de desempregos, caso as obras sejam paralizadas; e as pessoas de boa fé que fizeram financiamentos não terão mais o seu imóvel sendo construído.

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