Conta de luz fica 10,82% mais cara em Santa Catarina a partir deste sábado

A Celesc informou que o reajuste varia de acordo com o perfil de consumo

Conta de luz fica 10,82% mais cara em Santa Catarina a partir deste sábado
Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

A energia ficará mais cara em Santa Catarina a partir deste sábado, dia 22. O aumento anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) será de 10,82% na tarifa aplicada aos clientes da Celesc, concessionária de energia do Estado.

A Celesc informou que o reajuste varia de acordo com o perfil de consumo. Para os clientes do Grupo A (indústrias e grandes comércios), o aumento será de 14,16%. Já para os clientes do Grupo B (baixa tensão, que inclui residências, pequenos comércios e áreas rurais), o reajuste será de 9,26%. Esse grupo representa 99,5% dos clientes da Celesc. Com isso, o efeito médio do reajuste será de 10,82%.

Conforme a Celesc, entre os componentes que mais influenciam o valor da tarifa estão os encargos setoriais, destinados ao financiamento de políticas públicas e subsídios do setor elétrico definidos em âmbito nacional. O principal deles é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

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Atualmente, a composição média da tarifa é a seguinte:

  • 28% – Geração de energia;
  • 23% – Encargos setoriais previstos na legislação federal, como a Tarifa Social de Energia Elétrica, outros programas do setor e inadimplência;
  • 23% – Tributos;
  • 10% – Transmissão de energia;
  • 16% – Distribuição de energia (Celesc).

Do valor pago pelos clientes na fatura de energia, apenas 16% permanecem com a Celesc. Esse recurso é utilizado para cobrir os custos de operação e manutenção do sistema elétrico, realização de investimentos em novas redes de energia e despesas operacionais.

Segundo a companhia, a cada R$ 100 pagos pelo consumidor, apenas R$ 16 ficam com a Celesc. O restante é repassado a outros agentes do setor elétrico, como empresas de geração e transmissão de energia, além dos encargos setoriais definidos pela legislação federal.

O processo de revisão tarifária é conduzido e validado pela Aneel, seguindo uma metodologia aplicada a todas as distribuidoras de energia elétrica que atuam no Brasil. O índice anunciado neste ano para a Celesc ficou abaixo da média dos reajustes comunicados até o momento para outras distribuidoras de energia do país.

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