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Conta do mercado está mais cara

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Amanda Garcia Ludwig

Os produtos dos gêneros alimentícios e higiênicos começaram a pesar no bolso do consumidor nos dois últimos meses e, do início de agosto em diante, esse aumento foi consideravelmente notado pelo consumidor. De acordo com Gilberto Oenning, presidente da Associação da Defesa do Consumidor e da Cidadania (Adecon/SC) em Criciúma, a categoria das donas de casa foi a que mais notou este aumento.

A Adecon de Criciúma realizou, nos últimos 45 dias, uma pesquisa de preços e notou que o salto foi grande: o óleo de soja teve um aumento de 16,5%; o açúcar refinado subiu 15,3% e o leite integral 7,58%. Tomar café da manhã ou da tarde em casa também encareceu: o café teve um aumento de 7,7%, enquanto o trigo subiu 17% - o que influencia diretamente no preço do pão. Quanto aos produtos higiênicos, algumas marcas de creme dental registraram uma alta de 31,6%.

"Esses dados não contam os produtos hortifrutigranjeiros. O tomate, por exemplo, chegou a custar R$ 7,50 nos últimos dias. O problema nesse setor foi geral, todos os hortifrúti encareceram", ressaltou Oenning. Segundo o presidente, algumas pessoas não estão notando, mas as donas-de-casa - que geralmente fazem as compras da cesta básica - estão sentindo diretamente a alta. "Uma senhora veio até à Adecon com duas notas fiscais em mãos: a compra de julho havia dado R$ 410, enquanto a mesma compra, em setembro, registrou R$ 580", pontuou Oenning.

Noedir Benfato, gerente de compras de um supermercado em Criciúma, afirma que existe uma explicação para a alta de cada produto. A instabilidade do tempo, por exemplo, explica o preço excessivo dos hortifrutis. "Precisamos buscar esses produtos em outros locais, e o frete é mais caro. Os hortifrutis da região estão sofrendo com a seca ou com o excesso de água", afirma.

As greves dos caminhoneiros e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também influenciaram nos preços. "Com os caminhoneiros parados, tivemos problemas em receber produtos. Agora, com a nova lei dizendo que eles só podem dirigir 8 horas por dia, eles cobram mais pelos fretes. O caso dos produtos importados também é grave, pois eles ficaram parados nas barreiras, já que com a greve os policiais não liberaram a entrada de produtos no Brasil, então precisamos pagar o aluguel do local onde eles ficaram armazenados até o fim da greve", explica Benfato.

No caso do açúcar, Benfato acredita que o preço tenha se estabilizado e a tendência é que a partir de agora comece a diminuir. Não é o caso do óleo de soja: existe, no momento, uma falta de oferta para o produto, e o preço deve subir. "Este é um dos produtos que mais subiu nos últimos meses", ressalta o gerente.

As altas das carnes - principalmente do frango - se devem à crise que o setor passa no momento. "Nossa carne agora vem de longe, e nós embalamos aqui. Demora cerca de quatro dias para vir, então o frete deve aumentar novamente, por conta dos problemas com os caminhoneiros", justifica Benfato.

O economista Dimas de Oliveira Estevam afirma que é necessário saber quais são os produtos da época para conseguir pagar mais barato por eles. "A dica é a mesma de sempre: é necessário fazer pesquisa de preços e tentar, sempre, trocar um produto por outro mais barato. Essas substituições são importantes porque estabilizam o preço de mercado", ressalta. Segundo Estevam, este pode ser um efeito direto da inflação, mas como a grande alta aconteceu apenas no último mês é necessário esperar para fazer um estudo detalhado.

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