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Cooperativismo de crédito evita que alguém lucre às suas custas, diz autor

Márcio Port participa do Workshop Cooperativismo Contemporâneo, dia 18

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

Em uma sociedade cooperativa, pessoas com interesses comuns se reúnem para terem vantagens em conjunto. Elas podem reduzir despesas, ter mais lucros e voz ativa.

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No cooperativismo de crédito não é diferente. Profissionais de um mesmo segmento iniciam um movimento para terem uma instituição financeira que lhes apoie no dia a dia e onde ainda possam dividir os resultados obtidos com o negócio.

“Como vantagens, quando um sócio faz uma operação financeira com sua cooperativa, e não com um banco, ele evita que um banco lucre às suas custas”, afirma Márcio Port, presidente da Sicredi Pioneira RS e coautor de dois livros sobre cooperativismo de crédito.

Port é considerado um dos maiores especialistas do assunto no Brasil e participa no dia 18 de agosto, no Centro Empresarial de Criciúma, do Workshop Cooperativismo Contemporâneo, organizado pela Unicred Sul Catarinense.

Além de ser beneficiado diretamente com os resultados da instituição financeira, o sócio de uma cooperativa de crédito tem acesso mais facilitado a informações.

“Em uma cooperativa os sócios têm a oportunidade de conversar com o presidente ou com os conselheiros em alguma das reuniões realizadas durante o ano, ou mesmo no dia a dia, pois residem na mesma região e é possível que se encontrem até mesmo em momentos de lazer”, destaca Port.

O especialista afirma ainda que, como envolve diretamente pessoas de uma mesma região, a cooperativa de crédito tem uma preocupação maior com a comunidade local.

“Diferente de um banco, que representado por seu presidente e diretores, normalmente não sabe geograficamente onde fica um pequeno município de nossa região e nem quais são as suas características e particularidades econômicas, sociais e culturais”, explica.

Além da preocupação com a comunidade, a região onde tem cooperativas de crédito funcionando são beneficiadas com os resultados do negócio.

“Quando faz movimentações na sua cooperativa, o sócio acaba direcionando para a cooperativa o spread que seria auferido pelo banco, ele fortalece a economia da região em que vive evitando a transferência de recursos e lucros para outros estados”, acredita Márcio Port.

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Ele reforça ainda que, enquanto o modelo capitalista é baseado no capital e valoriza demasiadamente o lucro, o modelo cooperativo é baseado nas pessoas e valoriza o bem comum.

“Existem no mundo cerca de 400 milhões de pessoas que são sócios de empresas capitalistas listadas em bolsas de valores. Já nas cooperativas existem 1 bilhão de pessoas que são sócias. Qual o modelo que faculta a maior inclusão social e econômica das pessoas, tornando-as empreendedoras? Com certeza é o cooperativismo”.

Oferecendo vantagens individuais e coletivas, o cooperativismo de crédito vem se fortalecendo no Brasil. Há 15 anos, o crescimento anual das cooperativas é maior do que o dos bancos.

“Se no passado as cooperativas de crédito eram desconhecidas no Brasil, hoje elas ocupam uma posição de destaque, detendo a maior rede de atendimento do país e administrando o 6º maior volume de depósitos”, avalia Márcio Port.

Em muitos países da Europa, o sistema é a principal financeira e a influência daquela parte do mundo no Sul do Brasil faz com que esta seja a região do país onde o cooperativismo mais cresce.

Para o especialista Márcio Port, o cenário econômico deve promover um incremente ainda maior no cooperativismo financeiro. “Os momentos de retração econômica são sempre propícios para o cooperativismo.

Quando tudo vai bem as pessoas não procuram formas diferentes de pensar e de agir. Nos momentos de adversidade as pessoas procuram alternativas com preços mais adequados ao seu bolso e geralmente encontram as cooperativas”, avalia.

Além de Márcio Port, o Workshop Cooperativismo Contemporâneo contará com a participação do diretor de Opeerações do Bancoob, Ênio Meinen, também coordenador do curso de Cooperativismo da USP; de Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas e embaixador especial da FAO (organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura) para as cooperativas; do Presidente da Unicred Central SC/PR, Jorge Abi Saab Neto; do Presidente da Unicred Sul Catarinense, Luiz Vidal Alves de Miranda; e do Diretor Executivo da Unicred Sul Catarinense, Marcelo Lima.

Informações: Andressa Fabris / Alfa Comunicação

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