Correios: Paralisaçã
Correios: Paralisação chega a 100% em algumas cidades do Sul
Por Redação Engeplus
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Com um quadro de funcionários reduzido desde quarta-feira passada, quando começou a greve dos trabalhadores, os Correios não atendem a comunidade em pelo menos duas cidades do Sul do Estado. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios, Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect-SC), em Urussanga e Siderópolis o atendimento não acontece. Em Araranguá, 95% dos trabalhadores, entre carteiros e atendentes, estão parados, e em Criciúma 70% dos carteiros não estão trabalhando.
“A empresa não quer negociar. Pretende dar um reajuste de R$ 50 e nem senta pra negociar conosco. Ainda por cima está tirando momentaneamente dos trabalhadores em greve o direito ao plano de saúde”, reclama o secretário Administrativo e de Finanças do Sintect-SC, Gilmar Abati.
O gerente regional Sul dos Correios em Santa Catarina, Alexandre Brescansin, explica a proposta da empresa. “O reajuste será de 8% a 13%. Quem ganha mais tem um reajuste menor e quem ganha menos um maior, para que essa diferença de salário diminua”, conta Brescansin. Os trabalhadores querem ganho real de 24% em perdas de salários passados e 7% de inflação para que o salário base seja de R$ 1.635. Outra proposta do sindicato é de um aumento linear e real de R$ 400.
Os serviços dos Correios ficam comprometidos em algumas cidades, como é o caso de Criciúma, onde apenas o Sedex está sendo entregue. “Desde o começo da greve aproximadamente 150 mil correspondências devem estar paradas nos Correios”, explica o secretário Estadual de Propaganda e Divulgações do Sintect-SC, Pedro Rafael Rosa.
Conforme a Assessoria de Comunicação dos Correios, 77% do efetivo nacional da empresa estão trabalhando e 35% das correspondências nacionais estão atrasadas.



