Costureiro doa
Costureiro doa corpo para ensino e pesquisa
Por Redação Engeplus
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Doente renal há cerca de cinco anos, o costureiro e morador do bairro São Luiz, Otávio Santos, de 72 anos, morreu nesta segunda-feira na Unidade de Clínica Masculina de Insuficiência Renal do Hospital São José, de Criciúma. Mas por vontade própria, declarada e documentada ainda em vida, seu corpo foi doado para fins científicos, e não sepultado como norlmante acontece.
A doação do corpo do costureiro foi avisada pela família à equipe de enfermagem. O médico patologista, integrante da Comissão de Óbito do Hospital São José, Dr. Sérgio Alice, orientou os procedimentos burocráticos e o Departamento Jurídico avalizou. No início da noite de ontem, houve a despedida dos parentes. O irmão, Inelino Henrique Santos, explicou que Otávio desejou dar utilidade ao seu corpo após a morte. “Neste momento, acatamos a vontade dele, que puxou a fila, e vou atrás. Também vou querer doar meu corpo”, pontuou.
O processo de doação do corpo foi acompanhado pela enfermeira assistente, Odília Santiago, e teve o apoio do Instituto Médico Legal (IML) para fazer o translado até a Faculdade Esucri.
Saiba mais – Otávio Santos era natural de Florianópolis e solteiro. Morava com uma amiga, que o cuidava em função dos problemas de saúde. De acordo com os familiares, a atitude foi posterior a um amigo ter feito o mesmo. O costureiro, então, visitou as instalações do Laboratório de Anatomia da Faculdade Esucri, conheceu como ficaria e como seria usado seu cadáver, e, por fim, registrou a vontade em cartório.
Documentação - O documento registrado pelo doador trata-se de um “Instrumento Particular de Doação Post Mortem” – que dispõe de forma gratuita e integral do próprio corpo para fins científicos no ensino e pesquisa, conforme determinado pela Lei 8.501/92.
Colaboração: Taize Pizoni/Comunicação Hospital São José



