CPI do
CPI do Esgoto: Depoimentos técnicos e mais debate
Por Redação Engeplus
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Depoimentos técnicos foram dados na tarde de hoje na CPI do Esgoto da Câmara de Vereadores de Criciúma que investiga as obras de implantação da rede de esgoto no município. O empreiteiro Olívio Scariot Salvalaio e os representantes da empresa A.Mendes, José de Assis Corrêa e Patrícia Corrêa, falaram sobre suas funções no trabalho de repavimentação das ruas em que as obras da rede de esgoto passavam.
Olívio destacou que realiza vários trabalhos para a prefeitura de Criciúma e que este foi mais um, além de destacar não entender o valor de seu depoimento à comissão parlamentar de inquérito. O diretor da empresa A.Mendes, José de Assis Corrêa, explicou que seu contrato com dispensa de licitação foi efetuado em um momento emergencial e com mais de um milhão de reais abaixo da proposta inicial. “Quando chegamos em Criciúma para fazer a repavimentação essa cidade estava um pandemônio. Eram seis meses abrindo vala e não fechando nenhuma, por isso tivemos que abrir várias frentes de trabalho”, destacou Corrêa.
O gerente do Presídio Santa Augusta, Jovino Zanellato, compareceu, mas respondeu a poucas perguntas e logo foi liberado. Não foram à Câmara os funcionários da prefeitura Nílton Spillere, Dominicío Freitas e Rogério Luiz Ghisi, além do o comerciante Edmar Bitencourt dos Santos.
Clima ainda está quente – Ao fim dos depoimentos, a vereadora Romanna Remor (DEM), relatora da CPI, disse que após todos os depoimentos colhidos já se sente preparada para fazer seu relatório. De acordo com o vereador Itamar da Silva (PSDB), a CPI deve ser terminada em seu prazo regimental. “O regimento dá prazo final para 20 de novembro, não podemos antecipar o relatório quase dois meses porque a vereadora Romanna tem pressa para se filiar ao PMDB antes de sete de outubro”, disse Itamar.
Se confirmada a filiação de Romanna no PMDB, ela perde o mandato de vereadora, já que foi eleita pelo DEM e o mandato pertence ao partido Democratas. Ela seria enquadrada na lei que regulamenta a fidelidade partidária.
Suspensão de depoimentos e mais discussão – Outro ponto de discussão foi a proposta de Douglas Mattos (PCdoB) de suspender todos os depoentes intimados a comparecer nos próximos dias – o deputado estadual Adilor Gugliemi, o diretor de logística da prefeitura, Luiz Juventino Selva, o secretário de Infraestrutura, Abrahão de Souza, e todos os servidores do município, além do diretor da empresa Artevila, Hudson Colonetti –, permanecendo somente os representantes das empresas Setep e Confer. Ele explicou que já há elementos suficientes para a conclusão da CPI.
Os vereadores Itamar da Silva, Giovanni Zappellini (PP) e Ézio Jévis (PDT) foram contra. “Acredito que várias pessoas foram citadas aqui nessa CPI e quando dispensamos seus depoimentos estamos tirando o direito de defesa dessas pessoas”, explicou Jévis. “Pode nem ser questão de CPI, mas estamos lidando com a vida pessoal desses depoentes”, completou o pedetista. A suspensão foi aprovada por quatro votos a três.



