Bairro Comerciário
Criciúma: após família denunciar racismo durante abordagem policial, PM emite nota
Vídeo com denúncia circulou nas redes sociais nas últimas horas
Por Patrick Stüpp
3 min de leitura

Nas últimas horas circulou nas redes sociais um vídeo em que um homem denuncia possível atitude racista por parte de policiais militares durante uma abordagem no bairro Comerciário, em Criciúma. Os vídeos feitos pelo morador relatam que a família estava em uma festa quando os policiais militares chegaram, e mostram ferimentos que teriam sido causados por disparos de bala de borracha nos participantes da festa.
Por conta do caso, na manhã deste sábado, dia 2, a Polícia Militar (PM) emitiu uma nota oficial sobre o assunto. Na nota, o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Mário Luiz Silva afirma que o caso aconteceu após denúncias de perturbação de sossego pelos vizinhos por conta de uma festa dos moradores. A corregedoria foi acionada para averiguar a situação.
Ao longo da nota, a Polícia Militar explica que durante a ocorrência, foram emitidos alertas com a sirene para que as pessoas baixassem o som e, posteriormente, fossem até a frente da residência. Mas ninguém se apresentou.
Então, os policiais foram até a janela da residência pedir para que o responsável da festa se apresentasse aos militares. Neste momento, de acordo com a nota, as pessoas abriram a porta e começaram a ofender os policiais tentando expulsá-los do terreno. Devido à situação, a PM chamou reforços.
Confira abaixo a nota oficial emitida pela Polícia Militar na íntegra:
“A Polícia Militar foi acionada, via Emergência 190, para atender um ocorrência de perturbação do sossego em uma área residencial e em horário já avançado da noite. Chegando no local a dupla de policias constatou o som alto e algazarra referida na denúncia, além de diversas pessoas no pátio da residência.
Diante dos fatos os policias pararam a viatura em frente à residência, oportunidade que foram dados alertas com a sirene, a fim de chamar o proprietário para solicitar que baixasse o som, haja vista as reclamações da vizinhança.
O toque de sirene foi repetido várias vezes, porém ninguém se apresentou.
Diante da recalcitrância dos moradores, os policias desceram da viatura, forram até a frente da residência e continuaram chamando os moradores, o que também foi ignorado.
Destaca-se que a porta frontal da casa era de vidro, motivo pelo qual foi possível ver a movimentação de pessoas no interior da casa, as quais tinham o conhecimento da presença dos militares e claramente optaram em ignora-nos.
Então, os policias foram até a janela lateral da residência, a qual encontrava-se aberta, e pediram para que o responsável pela festa se apresentasse aos militares.
Nesse momento, algumas pessoas abriram a porta e, sob notório efeito de álcool, passaram a ofender os policias militares, alegando que não possuíam ordem judicial para entraram no terreno. Em ato continuo, partiram na direção dos policiais com o objetivo de retirá-lo do imóvel.
Frente a inferioridade numérica e a agressividade dos cidadãos envolvidos, reforço policial foi acionando.
Destaca-se, que a entrada no imóvel por parte dos policias se deu frente ao flagrante delito da contravenção penal de perturbação ao trabalho e sossego alheio (artigo 42).
Em face da desobediência e resistência dos moradores contra os policias, foi necessário o uso de armamento não letal (munição de borracha), com o fim único de cessar a agressão e a resistência oferecida.
Cinco pessoas foram detidas e contra elas lavrados Termos Circunstanciados pela contravenção penal de perturbação ao sossego e pelos crimes de desobediência e resistência, as quais deverão se apresentar ao Juizado Criminal Especial para responderem pelas infrações narradas”.



