Criciúma: estagnação
Criciúma: estagnação mobiliza empresários
Por Redação Engeplus
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As dificuldades para a instalação de indústrias em Criciúma - caso da Damyller no Rio Maina - aliada à burocracia na liberação de alvarás e à expansão econômica de Içara, dispararam o alarme.
Lideranças empresariais e políticas convocam nos próximos dias a realização de um fórum de desenvolvimento econômico para discutir a estagnação e cobrar uma reação do prefeito Anderlei Antonelli.
"Criciúma parou num Plano Diretor ultrapassado", diagnostica o empresário Édio Castanhel, secretário do Sinduscon. "Nos últimos anos, investimos demais na discussão de gabaritos para a construção de edifícios residenciais e deixamos de lado a necessidade de gerar empregos para quem vai morar nesses imóveis."
Se o clima é desanimador pela falta de uma política local para atrair novos empreendimentos, os entraves "ultrapassam o limite da compreensão", reclama Castanhel. "Há imposições dentro do município de Criciúma que simplesmente inexistem a 100 metros de um determinado local, onde começa um município vizinho", exemplifica.
Não por acaso, foi no próprio Sinduscon que pipocou a primeira manifestação assim que o empresário Olvacir Fontana largou a Secretaria Estadual de Planejamento e reassumiu a presidência da entidade. "Temos que repensar o desenvolvimento de Criciúma e pautar o debate por uma nova realidade econômica", disse Fontana ao ser reempossado.
CEMITÉRIO DE INDÚSTRIAS
Fiel ao ditado de que uma imagem vale mais do que mil palavras, uma radiografia panorâmica da cidade e seus arredores expõe um quadro desolador. Nos últimos 10 anos, vários ícones da pujança empresarial nativa de outrora sucumbiram aos novos tempos.
O desaparecimento de empresas de porte, como a Cesaca, a Cecrisa e o Curtume Dal-Bó, ceifou centenas de empregos e legou à cidade imóveis que ainda não foram ocupados. Alguns, como é o caso da Mecril, espelham o retrato de uma economia fragmentada. Confira a galeria de fotos!



