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Criciúma na briga pelo acesso: o que falta para o Tigre voltar à Série A em 2027?

O Criciúma lidera a Série B com 43 pontos, mas o acesso à Série A 2027 depende de gols

Por Redação Engeplus

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Criciúma na briga pelo acesso: o que falta para o Tigre voltar à Série A em 2027?

O Criciúma chega à reta decisiva da Série B de 2026 numa posição que qualquer clube teria aceitado antes do campeonato começar. São 43 pontos em 22 rodadas, liderança da competição e uma campanha que, mantida até novembro, coloca o Tigre novamente na Série A.

Só que a tabela deste ano exige uma leitura diferente.

Com a mudança no regulamento, não basta mais terminar entre os quatro primeiros para garantir o acesso. Apenas campeão e vice sobem diretamente. Do terceiro ao sexto lugar, haverá playoff, um formato que também aumenta o interesse em acompanhar a disputa rodada a rodada, inclusive entre quem busca bets com promoções e benefícios para novos apostadores durante a reta final da competição.

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É por isso que abrir distância para o restante do pelotão vale tanto quanto permanecer na parte de cima.

Hoje, a conta do Criciúma é relativamente confortável: faltam aproximadamente 24 pontos para chegar à faixa dos 67, número que historicamente costuma ser suficiente para terminar entre os dois primeiros. O desafio está menos em produzir uma arrancada e mais em não deixar cair o ritmo construído até aqui.

Afinal, quantos pontos faltam para o Criciúma subir?

O Tigre soma 43 pontos depois de 22 partidas.

Mantida a média atual de 1,95 ponto por jogo, terminaria as 38 rodadas na casa dos 74 pontos. Seria uma pontuação bastante forte para o acesso direto.

A meta de 67 pontos oferece uma referência mais conservadora.

Para alcançá-la, o Criciúma precisa fazer 24 pontos nos 16 jogos restantes. Uma combinação possível seria sete vitórias e três empates, com margem até para seis derrotas no caminho.

Isso representa uma média de 1,5 ponto por rodada daqui até o fim.

Ou seja: o Criciúma não precisa jogar melhor do que jogou até agora. Precisa evitar uma queda brusca de rendimento.

A diferença é importante porque Série B costuma punir rapidamente sequências ruins. Duas derrotas e um empate bastam para transformar uma liderança aparentemente confortável em uma tabela espremida.

O terceiro lugar já não garante nada

A principal novidade da Série B em 2026 está justamente no formato do acesso.

O G4 tradicional acabou.

A CBF aprovou em fevereiro um sistema no qual apenas os dois primeiros colocados sobem automaticamente para a Série A. As outras duas vagas serão disputadas por quem terminar entre terceiro e sexto.

O cruzamento será simples: terceiro contra sexto e quarto contra quinto, em ida e volta.

Na prática, isso cria duas competições dentro da própria Série B.

Uma é pela liderança e pelo G2.

A outra é para chegar ao playoff em boa condição.

Para o Criciúma, que ocupa o primeiro lugar, mirar apenas uma presença entre os seis seria pensar pequeno. A campanha já colocou o time em posição de buscar o caminho mais curto.

E há uma diferença enorme entre subir depois de 38 rodadas e precisar colocar uma temporada inteira em jogo em duas partidas de novembro.

O trauma de 2025 ainda está perto demais

O Criciúma não precisa voltar muitos meses no calendário para lembrar como uma campanha de acesso pode escapar no final.

Na Série B de 2025, o Tigre chegou à última rodada ainda com chances de subir. Dependia de uma vitória sobre o Cuiabá na Arena Pantanal.

Perdeu por 1 a 0.

Terminou em quinto.

É um daqueles resultados que permanecem na memória do clube justamente porque a distância entre sucesso e frustração foi mínima.

Eduardo Baptista estava no comando. Ele havia assumido em maio daquele ano, quando o Criciúma ocupava apenas a 15ª colocação, e levou a equipe para a disputa pelo acesso.

A continuidade do trabalho ajuda a explicar 2026.

Em vez de desmontar tudo depois da decepção, o clube manteve o treinador e renovou seu contrato até o fim de 2027. Num campeonato em que mudanças no banco acontecem quase toda semana, o Criciúma entrou na temporada com uma ideia de jogo já conhecida pelo elenco.

A resposta apareceu cedo.

Uma campanha construída primeiro sem a bola

Os números do primeiro turno explicam por que o Criciúma chegou à liderança.

Foram 39 pontos em 19 partidas, com 11 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas.

Mais revelador ainda: somente 12 gols sofridos.

Metade das partidas terminou sem o adversário marcar.

É uma campanha que nasce da capacidade de controlar jogos, defender bem a própria área e quase nunca entregar partidas por erros em sequência.

O retrospecto do primeiro turno também suporta comparação com campanhas recentes de campeões. Vitória, Santos e Coritiba, vencedores das três edições anteriores, não chegaram aos 39 pontos depois de 19 rodadas. Entre os últimos exemplos de domínio na Série B, o Cruzeiro de 2022 foi além, com 42.

Essa consistência defensiva dá ao Criciúma uma margem que poucos concorrentes têm.

Mas também esconde o ponto que mais pode incomodar na reta final.

O Tigre poderia marcar mais

O Criciúma fez 23 gols no primeiro turno.

Não é um número ruim para um líder que sofre pouco. Também está longe de ser um ataque dominante.

O Novorizontino, por exemplo, chegou a 32 gols em 21 partidas.

O próprio perfil das finalizações mostra como o Tigre trabalha. Vinte dos 23 gols do primeiro turno foram marcados dentro da área. Apenas três vieram de fora.

É um time que chega perto do gol adversário, mas nem sempre transforma esse controle em uma vantagem maior no placar.

Também não existe dependência de um único artilheiro.

Onze jogadores diferentes marcaram no primeiro turno. Fellipe Mateus e Marcelo Hermes lideraram o time nesse período com quatro gols cada.

Isso tem um lado positivo. Eduardo Baptista não precisa esperar que um centroavante resolva todas as partidas.

Por outro lado, em jogos travados, a ausência de alguém capaz de criar um gol quase sozinho pesa.

A bola parada tem ajudado a preencher esse espaço. Quatro gols saíram depois de escanteios, sete foram de cabeça e Otero marcou duas vezes em cobranças diretas de falta.

Para um time que joga tantas partidas apertadas, esses detalhes viraram parte importante da campanha.

Existe um período em que o Criciúma precisa acordar mais rápido

Se a defesa é a maior virtude da equipe, existe uma faixa de jogo que merece atenção.

Dos 12 gols sofridos no primeiro turno, oito aconteceram no segundo tempo.

Quatro deles vieram entre os 46 e os 60 minutos.

É uma concentração grande demais para ser ignorada.

Na Série B, em que muitos jogos terminam com diferença mínima, sofrer um gol logo depois do intervalo muda completamente a partida.

Um 1 a 0 vira empate.

Um 0 a 0 vira perseguição no placar.

E um time que construiu a liderança principalmente pela segurança defensiva não pode oferecer quinze minutos de instabilidade toda vez que retorna do vestiário.

A invencibilidade de 15 jogos, encerrada na 21ª rodada, serviu como lembrete de que a margem não é tão larga quanto a classificação pode sugerir.

Agosto vai dizer se a liderança é confortável ou apenas provisória

O próximo trecho da tabela não oferece muita tranquilidade.

O Criciúma visita o Botafogo-SP pela 23ª rodada em um momento de recuperação do adversário. O clube paulista saiu da zona de rebaixamento e chegou ao 13º lugar.

Eduardo Baptista ainda precisa lidar com quatro titulares suspensos.

Depois vem um confronto que tem peso direto na parte de cima: Fortaleza, no Heriberto Hülse, em 23 de agosto.

O time cearense aparece sete pontos atrás do Criciúma e está dentro da briga pelo G6.

Uma semana depois, o Tigre vai a Maceió enfrentar o CRB, outro clube ainda próximo da zona de playoff.

É uma sequência que pode mudar bastante a aparência da classificação.

Se fizer seis pontos em nove, o Criciúma provavelmente chegará a setembro ainda controlando sua própria distância para o G2.

Se somar apenas dois ou três, pode voltar a sentir de perto uma fila de concorrentes que ainda acredita no acesso direto.

A tabela ainda está muito mais apertada do que parece

Depois de 22 rodadas, o Criciúma tem 43 pontos.

O Juventude aparece com 39. Vila Nova tem 37, Fortaleza 36, enquanto Operário e Sport chegaram a 35.

Mais atrás estão Novorizontino e Athletic, com 34, CRB com 33 e Goiás e Atlético-GO com 32.

São 11 clubes separados por apenas 11 pontos.

Isso ajuda a entender a cautela de Eduardo Baptista ao falar sobre favoritismo.

A Série B dificilmente permite uma corrida tranquila por muito tempo. Uma sequência de três vitórias coloca um time no G6. Uma sequência de três rodadas ruins pode tirar alguém do acesso direto.

Com o playoff, essa diferença ficou ainda mais pesada.

Terminar em segundo significa Série A.

Terminar em terceiro significa começar um novo campeonato.

O Criciúma tem gordura. O que não tem é acesso garantido

A situação do Tigre é boa e seria exagero tratá-la como preocupante.

A matemática está a favor.

A média necessária nas últimas 16 rodadas é inferior à que o Criciúma produziu até agora. A defesa está entre as melhores da competição. O treinador conhece o elenco e o time já mostrou capacidade de pontuar mesmo quando não joga seu melhor futebol.

O ponto de atenção é outro.

O Criciúma não pode transformar a vantagem atual em acomodação.

O ataque ainda pode ganhar eficiência. Os primeiros minutos depois do intervalo continuam sendo uma vulnerabilidade. E há concorrentes suficientes próximos para tornar qualquer sequência negativa perigosa.

Em 2025, uma vitória separou o clube da Série A.

Em 2026, o novo regulamento tornou a margem ainda menor entre conseguir o acesso direto e precisar apostar tudo num mata-mata.

O Tigre chegou à parte final da temporada na posição que queria.

Agora precisa evitar que novembro vire novamente um mês de contas.

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