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Santa Catarina fora do NBB 2026/27: por que o estado não tem time na elite do basquete

NBB 2026/27 começa em 17 de outubro com 18 times e nenhum de Santa Catarina

Por Redação Engeplus

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Santa Catarina fora do NBB 2026/27: por que o estado não tem time na elite do basquete
Foto: Divulgação

O NBB CAIXA começa em 17 de outubro com 18 equipes, e pela oitava temporada seguida nenhuma é de Santa Catarina. O estado que ajudou a fundar a liga, com o Joinville em 2008, hoje aparece só na divisão de acesso. A ausência chama atenção porque não falta basquete no estado: a federação catarinense fechou 2025 com mais de 45 clubes filiados e 1.300 jogos. A liga cresceu em visibilidade, com todos os jogos transmitidos e interesse crescente do público que acompanha estatísticas e mercados esportivos, inclusive quem procura a melhor plataforma de 1 real para quem aposta em basquete no Brasil para seguir a temporada de perto. O gargalo catarinense, porém, está em dois lugares bem concretos: no orçamento e no ginásio.

Quando começa o NBB 2026/27 e quais times disputam?

A 19ª edição começa em 17 de outubro, com as 18 equipes jogando turno e returno em pontos corridos. Os 16 melhores avançam aos playoffs, em séries melhor de cinco no formato 1-2-2. Antes disso, entre 6 e 10 de outubro, oito clubes disputam o Torneio de Abertura em Belo Horizonte. A transmissão fica dividida entre Xsports na TV aberta, SporTV, ESPN e o canal da liga no YouTube.

RegiãoClubesSudesteBauru, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Franca, Minas, Mogi, Osasco, Paulistano, Pinheiros, São JoséSulCaxias do Sul (RS), Ceisc/União Corinthians (RS), Pato Basquete (PR)Centro-OesteCAIXA/Brasília (DF)NordesteBasquete Cearense (CE), Unifacisa (PB)

São Paulo sozinho tem sete dos 18 clubes. O Sul inteiro tem três, todos de Rio Grande do Sul e Paraná.

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Há quanto tempo Santa Catarina não tem time no NBB?

O último clube catarinense na elite foi o Joinville/AABJ, na temporada 2018/19. Desde 2019/20 o estado não aparece mais na lista. O contraste com o começo da liga é grande: o Joinville foi clube fundador do NBB e terminou em quarto lugar nas duas primeiras temporadas, 2008/09 e 2009/10.

O fim veio em novembro de 2023, quando o clube anunciou o encerramento das categorias de alto rendimento. A justificativa publicada na época foi direta: falta de incentivo financeiro. Dirigentes do basquete da região repetiram o diagnóstico em 2025, citando poucas empresas dispostas a patrocinar a lacuna de ginásios adequados.

O que a LNB exige de um clube que quer subir?

O campeão da Liga Ouro tem direito à vaga no NBB, mas o direito não é automático. Pelo regulamento, o clube precisa cumprir três condições: pagar a taxa de associação nos valores do NBB, comprovar capacidade financeira para bancar a temporada inteira e apresentar ginásio adequado, com mínimo de 500 lugares sentados. Há ainda a exigência de participar da Liga de Desenvolvimento de Basquete, a competição de base da entidade, e o prazo de 20 dias corridos após o fim da temporada para manifestar interesse.

A prova de que o filtro funciona veio este ano. O Grupo BT/Tatuí, campeão da Liga Ouro 2026, decidiu não pleitear a vaga. O dirigente do clube explicou que o ginásio não comportaria uma temporada de NBB e resumiu a lógica financeira: às vezes meio passo à frente vale mais do que um passo que obrigue a recuar três ou quatro depois. Por isso o NBB 2026/27 tem 18 times e nenhum promovido.

Quanto custa manter uma equipe na elite?

Não existe orçamento médio publicado pela liga, mas os números divulgados pelos clubes dão a régua. O Corinthians operou a temporada 2025/26 com R$ 11,8 milhões e cortou para R$ 6,6 milhões em 2026/27, uma redução de 44% que incluiu o fim da equipe feminina e aposta maior na base. Em 2018/19, Franca e Flamengo, então os dois maiores orçamentos da liga, investiram cerca de R$ 9 milhões cada.

Para uma cidade média catarinense, montar uma estrutura nessa faixa exige patrocínio privado recorrente ou mecanismo público de incentivo. O caminho já existe: o Unoesc Basket Joaçaba captou R$ 299,9 mil pelo Programa de Incentivo ao Esporte da Fesporte, com empresas destinando parte do ICMS ao projeto, e estreou na Liga Ouro com esse apoio.

Brusque é o caminho mais próximo do acesso?

O Brusque Basquete foi vice-campeão da Liga Ouro 2026, perdendo a série final para o Tatuí por 3 a 1, com derrota por 81 a 76 no jogo decisivo, em 27 de maio. O clube tem 12 participações consecutivas em competições nacionais, seis títulos dos Jogos Abertos e histórico que remonta à Sociedade Esportiva Bandeirante, nos anos 1980.

O detalhe que muda o cenário é a arena. O ginásio de Brusque tem cerca de 4.500 lugares, nove vezes o mínimo exigido pelo regulamento e estrutura para eventos maiores. Ou seja, o obstáculo que travou o campeão da Liga Ouro deste ano já está resolvido em Brusque. Falta o orçamento, e é aí que o mecanismo estadual de incentivo pode pesar. O Unoesc Joaçaba, também catarinense, chegou à semifinal da mesma Liga Ouro e teve o MVP da temporada regular, Zé Carlos.

E o sul do estado, tem basquete competitivo?

Tem, mas ainda longe do adulto de alto rendimento. O Campeonato Catarinense adulto masculino de 2026 reúne nove equipes, todas do centro, do norte ou do litoral central: Concórdia, Videira, Joaçaba, Joinville, Blumenau, Brusque, São José e região. Nenhuma do sul.

Criciúma aparece pelo outro lado da pirâmide. Em agosto, a cidade sediou o Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-17 Feminino, com 19 clubes de todo o país nos ginásios da Esucri e da Satc, e o Mampituba/Satc terminou em quarto lugar nacional, perdendo a disputa do bronze para o Foz Basquete e a semifinal para o Instituto MF, de Florianópolis. A base produz, sedia e compete. A ponte para o profissional adulto é que ainda não foi construída, e ela passa por dinheiro recorrente, não por talento.

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