Criciúma: Reflexões
Criciúma: Reflexões de Fim de Ano
Por Redação Engeplus
4 min de leitura
Fúlvio Marino Negro *
Motivado(s) pelo clima de fim de ano em reflexões costumeiras, não poderia ou não poderemos deixar analisar os fatos relevantes da nossa cidade, nossa residência maior. Afinal, muitos de nós passamos a maior parte de nosso tempo fora de nossos lares – trabalhando, circulando, demandando serviços etc. Com o intuito contributivo, vamos a eles:
Anel Viário
Pensado e idealizado em meados dos anos 80 e decorrido cerca de “um quarto de século”, estamos chegando à conclusão de aproximadamente ou pouco mais da metade da sua extensão. Como se trata dos principais trechos, então podemos comemorar, apesar de que, ao longo deste período, inúmeras oportunidade para desenvolver e qualificar a nossa cidade e região, foram perdidas.
Aeroporto
Esgotadas as principais justificativas, aparentemente superado o debate de ser o Diomício Freitas ou o de Jaguaruna, não dispomos dos sonhados vôos em aeronaves maiores. Na real, a existência de oferta com vôos em horários e a preços competitivos a menos de 300 km (Fpolis e P. Alegre), os custos de pouso e decolagem para grandes aeronaves, aliada a pequena e inconstante demanda local, faz com que continuemos a sonhar por um bom tempo.
Unesc / Nossa Universidade
É a nossa principal instituição a fomentar e integrar o desenvolvimento local e regional; e como deve ser uma “Universidade”, precisa continuar e aprofundar a transparência na sua Gestão, a diversidade do debate e do pensamento. Assim, teremos a garantia dos avanços acadêmicos, da unidade e efetividade em suas ações, e do cumprimento de sua missão.
Criciúma Esporte Clube
Apesar da queda a Série C do Campeonato Brasileiro, continua ser o nosso maior referencial, a maior marca da cidade. Porém, um bem intencionado e importante projeto de fortalecimento de seu quadro social implantado em 2008, excluiu um grande segmento de torcedores de suas arquibancadas. Uma grande massa de apaixonados pelo Tigre, acabou perdendo a oportunidade de, eventualmente quando o orçamento permitir, conviver, vibrar e contribuir para o sucesso no nosso represente. Alternativas existem e precisam ser implementadas.
Gestão municipal
A receita municipal dos mandatos que encerram - 2005 a 2008 – segundo o que se leu e ouviu na grande imprensa, cresceu na média nacional 100% em relação ao mandato anterior. Não disponho de dados específicos neste momento em relação a Criciúma, mas também ouvi alguém afirmar que este crescimento foi de aproximadamente 90%. Isto se deveu a vários fatores: O crescimento econômico e o conseqüente aumento na produção e na renda, o aumento percentual na distribuição do Fundo de Participação dos Municípios, a maior efetividade na arrecadação tributária, a nova Lei do ISSQN a partir de 2005 em Criciúma, entre outros.
Neste quesito, não basta débito fechar com crédito, nem somente ser eficiente na manutenção dos serviços. A nova gestão, que tem como propósito o CHOQUE DE GESTÃO como proposta vencedora do ultimo pleito em Criciúma, sabe que a sociedade espera muito mais, espera um debate mais amplo sobre o nosso desenvolvimento, que avance além das estruturas da ACIC, e que resulte na melhoria da qualidade de vida para toda a sociedade.
Avenida Expressa ou Rápida ou...
Pensada e idealizada a partir do processo de duplicação da BR 101, já tendo mudado de foco (para projeto imobiliário, por exemplo), tem como objetivo, diminuir distância e tempo em relação ao fluxo daquela BR, minimizando os efeitos negativos em termos de competitividade local, agora fortalecidos com a nova realidade. Assim, não precisamos de mais um acesso ou do sexto acesso (segundo pronunciamento do prefeito eleito, já temos cinco), mas sim de uma real integração ao fluxo da BR 101, como já mencionado.
Projetos como a restauração da Rodovia Luiz Rosso e a Rodovia Leste / Oeste são importantes, necessários, mas não suprem à necessidade e a prioridade deste elo de desenvolvimento.
Que a partir de 2009, com amplo debate, transparência, com a participação de toda a sociedade local e regional, sejamos unidos em nossos focos e objetivos, e conquistemos nosso sucesso. Ou será que vamos esperar por mais “um quarto de século”.
* Economista CRE 1.277 – fulviomarino@brturbo.com.br
