Criciúma
Crise política atinge o comércio em cheio
Por Redação Engeplus
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Há uma semana, com o agravamento da crise política, sumiram do comércio as compras à vista. “Notamos isso, de quinta passada para cá não teve mais nada vendido que não tenha sido pago em parcelas no cartão”, confirma a farmacêutica Felice Pieri, que administra uma farmácia em Criciúma e outra em Forquilhinha.
Instalada em uma loja na área central, ela observa uma queda nas atividades recentes do comércio. “Nós e nossos colegas estamos percebendo uma redução de 20 a 30% nas vendas nos últimos dias”, refere, preocupada. Na mesma rua, a pouco metros, o comerciante José Armando Machado via com otimismo a reação da economia, até que a política nacional fizesse reverter o quadro. “Estávamos sentindo uma reação nas vendas, agora parou tudo de novo”, confirma.
Outro fator que vem preocupando comerciantes é uma possível disparada no dólar, que já vem sendo sentida. “Nós compramos matéria-prima em dólar, por isso que andou aumentando o preço dos nossos produtos”, explica Felice. A farmacêutica, que atua com produtos manipulados prevê gastos mais elevados e, por consequência, impacto para a clientela. “Nas próximas semanas o dólar vai subir de novo. Quem depende de dólar vai sentir”, conclui.



