
Por Didé Fontana
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Era uma tarde fria de domingo. Muita chuva, um dia daqueles de escutar o jogo no Tabelando e assistir na tv, debaixo das cobertas, já que a pandemia não permite aquela festa dentro do estádio.
Com a presença da imprensa, convidados, diretoria, funcionários do clube e membros da federação, um estádio vazio ao som da torcida através dos alto-falantes ditava o frio e molhado ambiente deste embate entre dois tigres brigando pela liderança.
Com os tigres em campo começava a briga felina, de muita intensidade e movimentação. Tratavam-se das principais equipes do grupo na competição.
Na expectativa de qual dos dois tigres iria dar seu primeiro rugido, o catarinense saiu no grito, com aquela pressão e primeira finalização, na trave, de Felipe Mateus. A bola até balançou as redes com Rodrigo, mas estava impedido. O árbitro ainda iria favorecer o Tigre Catarinense.
O jogo continuaria pegado, com muita velocidade, fazendo parecer que o campo não estivesse molhado, nem a bola com seu peso dobrado sob a chuva.
Ritmo intenso sob forte chuva trouxe um lesionado saindo de campo. Arilson, que, minutos antes de sair de maca, tentou marcar de fora da área, fazendo o que o time faria o jogo todo: arriscar no chute, que uma hora sai.
Ali, Giovanni, goleiro adversário, teria muita luva para esquentar, pois o que ele teve de defender serviu de consolo para diminuir o saldo de gols de sua equipe. Se não fosse ele, seria pior para os novorizontinos.
No decorrer da partida, não somente sentiu-se, como enxergava-se o DNA do Criciúma, via se de lama na camiseta não era brincadeira. As três cores amarelo, preto e branco davam lugar ao marrom de garra e vontade, como um tigre deve ser.
Hygor, sempre na frente, encarou Giovanni o jogo inteiro, mostrando perigo a todo momento e dando o recado: cabe mais gols aí.
O gol veio de forma duvidosa, pois um pênalti não justificável veio à tona, após tropeço entre jogadores das duas equipes: Luiz Paulo foi lá, cobrou tranquilo, a bola entrou suavemente perto do centro; goleiro pulou para o lado oposto e o balançar das redes, dessa vez valendo, traria os tão desejados três pontos e o primeiro gol do camisa 9, tão almejado nos últimos jogos.
Com o gol veio o sofrimento. Grêmio Novorizontino começou a crescer buscando o empate, mas esqueceram que a zaga do Criciúma não deixava passar nada e, se passasse, Gustavo estava ali para dar aqueça espalmada na bola.
Os 6 minutos de acréscimo foram longos, mas acabaram trazendo o alívio Carvoeiro, que acabava de conquistar a liderança.
Ao jogar na raça debaixo de muita chuva, com muita intensidade e vontade de marcar até mesmo após ter feito o primeiro gol, sujos de lama estavam os jogadores responsáveis por resgatar o DNA do Criciúma, sob o comando de Paulo Baier.
Agora para manter-se na liderança um fato estranho: torcer para o rival Figueirense segurar, no mínimo, um empate contra o Ypiranga, nesta segunda. Assim o clube gaúcho não alcança o Tigre, restando defender a liderança na próxima rodada.
Jogando o que está jogando, brigando por cada bola, comendo grama, arriscando a cada chute, buscando o gol a todo custo, saindo de campo com o uniforme todo sujo e com a raça invejada pelos torcedores adversários, uma coisa é certa: a série B é realidade!!!
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