Brasil
Cunha renuncia à presidência da Câmara
Eleição para novo presidente ocorrerá no prazo de cinco sessões do Plenário
Por Redação Engeplus
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Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou à presidência da Câmara dos Deputados. O deputado, que estava afastado da função desde o começo de maio, leu no início da tarde desta quinta-feira, em entrevista coletiva no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, a carta de renúncia da presidência entregue a Secretaria-Geral da Mesa.
“Ao completar 17 dos 24 meses do meu mandato de presidente, dois meses de afastamento do cargo e, ainda, estando no período de recesso forense do Supremo Tribunal Federal - onde não existe qualquer previsão de apreciação de recurso contra meu afastamento – resolvi ceder ao apelos generalizados dos meus apoiadores”, anunciou Cunha.
“Somente a minha renúncia poderá pôr fim a essa interinidade sem prazo”, disse o parlamentar ao afirmar que a Câmara está acéfala.
Cunha citou propostas aprovadas durante sua gestão, como a terceirização da mão de obra, a redução da maioridade penal e a “PEC da Bengala”, e destacou a aprovação pelo Plenário da abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Sem dúvida, a aprovação da abertura do processo de impeachment foi o marco da minha gestão, que muito me orgulha e que jamais será esquecido”.
O deputado disse que é vítima de perseguições e que estaria pagando “um alto preço por ter dado início ao impeachment”. Na opinião do deputado, após a abertura de processo contra a presidente Dilma Rousseff, atualmente afastada, ele passou a ser alvo de uma representação no Conselho de Ética por quebra de decoro e também de seis inquéritos que investigam crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção no STF, tornando-se réu em dois deles.
Cunha se emocionou ao falar da família. “Quero agradecer a todos que me apoiaram no meio dessa perseguição e vingança de que sou vítima. Quero agradecer especialmente a minha família, por quem os meus algozes não tiveram o mínimo respeito, atacando de forma covarde, especialmente a minha mulher e a minha filha mais velha”, concluiu o deputado, acrescentando que espera, com a renúncia, contribuir para “restaurar o País” após o impeachment.
Agora, a carta será lida em plenário e publicada no Diário Oficial da Câmara. Em seguida, a eleição para novo presidente ocorrerá no prazo de cinco sessões do Plenário.
( Colaboração: Agência Câmara )



