Da Cusco espanhola ao fascínio do Vale dos Incas
Parques e santuários revelam o simbolismo xamânico e seus elementos
Por Redação
Em
ESPECIAL / Gabriela Pain
De Lima, seguimos viagem para Cusco num voo de quase uma hora. A cidade está situada a 3.400 metros acima do nível do mar e devido a essa localização muita gente sente o “mal de altitude” ou soroche, termo usado pelos peruanos.
Logo que pousamos já no aeroporto havia cestos de folha de coca. Cada passageiro tem direito a algumas folhas para mascar e assim aliviar o mal-estar causado pela altitude já que a cidade fica em um vale entre os Andes.
Cusco teve a maioria das construções incas destruídas pelos espanhóis. Os edifícios erguidos depois da conquista é de influência espanhola com uma mistura de arquitetura inca.
Centro de Cusco - Praça das Armas










Para entender a sincronicidade, viajamos com uma ideia do que iríamos conhecer, mas deixamos para definir os passeios por lá. Assim, estávamos abertas para o que poderia surgir pelo caminho. Na primeira noite no hotel, conversamos com um guia e combinamos um passeio turístico pelo Vale Sagrado Inca.
Fomos somente nós duas com o guia turístico de táxi. Saímos cedinho e o passeio durou o dia todo. Foi muito lindo, realmente fantástico entrar em contato com essa cultura cheia de historias e crenças xamânicas.
O Parque Arqueológico de Tipon foi um santuário onde a água era adorada. Conforme o simbolismo xamânico, o canal da água brota do subsolo a uma fonte que representa a força criadora e se distribui através de dois canais, traduzindo a dualidade universal, o masculino e feminino, yin e yang. Depois divide-se novamente em quatro canais que representam os quatro elementos da natureza: fogo, terra, ar e agua. Este local foi um importante centro de produção agrícola.
Tippon





Pikillaqta ou “cidade das pulgas” foi um complexo arquitetônico que desenvolveu-se na cultura pré-incas. A cidade foi muito destruída. Havia dezenas de edifícios de barro e pedra de dois andares. Como as paredes eram caiadas de gesso, a cidade era toda branca.
Pikillaqta

Pikillaqta

O ponto de destaque de Ollantaytambo e Pisac é o Templo de Sol, que servia como um observatório astronômico. Em todo o Vale Sagrado dos Incas, enormes construções delimitaram espaços para rituais já que existia a idéia de que tudo que fosse sagrado sobre a Terra possuía sempre um reflexo no céu.
Ollantaytambo

Ollantaytambo

Ollantaytambo

Ollantaytambo

Pisac

Chinchero



Moray é um centro arqueológico em que foram construídos terraços agrícolas com seus canais de irrigação para poder domesticar as plantas.

As salineras de Maras são um espetáculo impressionante, mas o local não faz parte do Vale Sagrado. Pertence ao povo peruano e não à civilização inca, Existe uma nascente de água salgada no local que produz sal de qualidade mesmo a dezenas de quilômetros de distância do mar.

(No próximo domingo: Machu Picchu)
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