De Criciúma ao Japão: volante relembra passagem pelo exterior e aponta riscos para a Seleção Brasileira
Henik atuou por nove temporadas em solo japonês


O duelo entre Brasil e Japão, pela segunda fase da Copa do Mundo, terá um significado especial para o volante Henik Andrade. Capitão do Caravaggio, o atleta acompanhará a partida com o coração dividido. Após passar nove temporadas no futebol japonês, ele conhece de perto a evolução da seleção asiática e acredita que, embora o Brasil seja favorito, não pode subestimar o adversário.
Segundo Henik, a qualidade das equipes japonesas cresce ano após ano. Isso é reflexo de uma cultura de dedicação que ultrapassa as quatro linhas. “O Japão é uma grande seleção. Eles correm um pelo outro, não dependem só de um jogador. Não acho que vá surpreender, mas não dá para brincar”, alertou, em entrevista ao Portal Engeplus.
Conforme o volante, essa evolução está diretamente ligada à rotina de trabalho dos atletas no país. “Tudo o que eles fazem é com dedicação extrema e no futebol não é diferente. Acaba o treino e os atacantes vão finalizar, os volantes e meias treinam passes. A comissão técnica não precisa mandar, eles sempre buscam algo a mais”, explicou.

O começo de tudo e experiência contra Daizen Maeda
A caminhada de Henik em solo japonês começou em 2013, quando defendia o Criciúma na Série A do Campeonato Brasileiro. No fim daquela temporada, ele recebeu uma proposta para atuar no Gifu, clube que atualmente disputa a terceira divisão japonesa.
Durante os nove anos em que atuou no país, o volante acompanhou de perto o crescimento do futebol local e da seleção nacional. “Antigamente falar do Japão era até motivo de piada”, afirmou.
Henik também enfrentou alguns dos atletas que hoje defendem o Japão. Um deles foi o atacante Daizen Maeda, um dos destaques da equipe. “Já marquei ele e até levei cartão amarelo, porque falei: a bola passa, mas tu não. Naquela época ele já mostrava ser um jogador diferenciado. Merece estar na seleção atualmente”, brincou.

Sonho realizado no exterior
O volante destacou que atuar fora do Brasil sempre esteve entre seus principais sonhos. “Muitos que vêm de famílias simples sabem que, ficando no Brasil, nem sempre existe a mesma chance de construir um ‘pé de meia’. Jogar lá fora foi uma alegria muito grande. Meu trabalho foi muito valorizado e não tenho nem o que falar do Japão”, ressaltou.
Apesar do carinho pelo país, Henik reforçou que o sangue sempre será brasileiro e acredita em 1 a 0 para a equipe de Carlo Ancelotti. "Posso dizer que o Japão vai dar a vida. Imagina o que representa eliminar o Brasil de uma Copa do Mundo? Vão fazer de tudo para surpreender”, finalizou.
































