Engeplus
Política

Na Alesc

Deputado retira assinatura e requerimento de abertura da CPI do cão Orelha é rejeitada

Documento passou a ter apenas 13 apoiadores, número insuficiente para a instalação

Por Lucas Renan Domingos

2 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Bruno Collaçi/Agência AL

A abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis inconsistências na investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, foi rejeitada pela Procuradoria da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) retirou a sua assinatura do requerimento, impedindo a instalação por falta de assinaturas suficientes o avanço da proposta.

Publicidade

Com a desistência de Minotto, o documento passou a ter 13 assinaturas, uma a menos do que o necessário para o protocolamento do pedido. A decisão do parlamentar do PDT foi questionada pelo deputado estadual Mário Motta (PSD), que lidera o movimento para a abertura de uma CPI.

“Por que há um movimento tão grande para impedir essa CPI? A sociedade tem dúvidas justas sobre o processo, e essas dúvidas não vão parar enquanto o que aconteceu não for esclarecido. Essa é uma oportunidade única para isso. Para esclarecer, por exemplo, se houve ou não uso político das instituições”, frisa.

Mario Motta (PSD), deputado autor do pedido para criação da CPI. (Foto: Lucas Gabriel Diniz/Agência AL)

O parlamentar voltou a afirmar que o objetivo da CPI não é apontar culpados ou realizar pré-julgamentos. “Não estamos falando de caça às bruxas, tampouco perseguição. É justamente o contrário. Queremos dar a oportunidade para os envolvidos nas investigações justificarem o arquivamento do caso. Existe um relatório de quase 170 páginas em sigilo de Justiça, laudos que se contradizem e declarações públicas que nos fazem questionar diversas decisões”, completa.

Publicidade

Em maio, o juízo da Vara da Infância e Juventude da Capital arquivou o caso após concluir que os adolescentes investigados e o cão Orelha não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão e que o animal sofria de grave doença preexistente. Conforme o laudo, não foram constatadas fraturas ou lesões compatíveis com ação humana.

A reportagem do Portal Engeplus procurou a assessoria do deputado Rodrigo Minotto que informou que o parlamentar se manifestaria por meio de nota. O texto, portanto, não foi divulgado até a publicação desta matéria.

Cão Orelha era um animal comunitário da Praia Brava, em Florianópolis. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Compartilhar:
Leia a seguirProjeto que eleva teto do MEI será enviado à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira
Publicidade