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Dia Nacional de Luta marca aniversário da Caixa Econômica Federal
Em Criciúma, está sendo organizando um ato em frente à agência Ouro Negro, às 10 horas
Por Redação Engeplus
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Nesta quinta-feira, dia 12, quando a Caixa Econômica Federal completa 156 anos de fundação, os trabalhadores da empresa realizarão um Dia Nacional de Luta por melhores condições de trabalho e em defesa do banco 100% público. Na oportunidade, serão realizados protestos pelo fim dos descomissionamentos arbitrários e do caixa-minuto e pela retomada das contratações.
A mobilização foi definida pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), em reunião realizada no dia 20 de dezembro do ano passado. “Precisamos nos mobilizar fortemente para manter nossos direitos, garantir a Caixa 100% pública e reafirmar o papel social que o banco desempenha”, destaca o coordenador da comissão, Dionísio Reis.
O Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região está organizando um ato em frente à agência Ouro Negro, às 10 horas. Segundo o presidente do sindicato, Edegar Generoso, o ato tem dois caracteres: um comemorativo dos 156 anos da Caixa, uma empresa que tem um importante papel social no desenvolvimento do Brasil, e outro de protesto contra o sucateamento da empresa por parte do governo que tem por objetivo último privatizá-la.
Dia de Luta
O Dia de Luta acontece no momento em que crescem os rumores de que a empresa vai lançar, neste mês, Planos de Apoio à Aposentadoria (PAA) e de Demissão Voluntária (PDV), com o objetivo de promover os desligamentos de quase 10 mil empregados.
Em novembro de 2016, o presidente do banco, Gilberto Occhi, admitiu a intenção de reduzir o quadro de pessoal em 10 mil funcionários, mas nada oficial foi divulgado até o momento.
“A situação já é de sobrecarga e adoecimento nas unidades de todo o país, o que vai se agravar com a diminuição do número de trabalhadores. É inadmissível que a Caixa insista no argumento de que não precisa de mais empregados, como tem feito nos últimos anos, quando cerca de 5 mil colegas deixaram o banco nos PAAs. Vamos lutar para que essas e futuras vagas deixadas sejam repostas”, afirma o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira.



