Dólar pode
Dólar pode cair abaixo de R$ 1,80
Por Redação Engeplus
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Luciano Silva da Rosa *
O dólar comercial voltou a ser negociado abaixo de R$ 1,80 às segundas-feiras, mas a piora no ambiente externo somada à nova atuação do Banco Central (BC) no câmbio fez a moeda reverter o movimento.
Após o feriado na sexta-feira passada e com o fluxo intenso de moeda para o País, o dólar abriu o dia em queda. A moeda chegou a recuar 0,61%, negociada a R$ 1,796. Os negócios mudaram de direção após a divulgação do resultado do Citigroup que é o maior banco dos Estados Unidos. Foi anunciado que o lucro do banco do terceiro trimestre despencou 57%, atingido por perdas e baixas contábeis com empréstimos de risco, financiamentos alavancados e fraqueza em operações de varejo.
BOLSA ESTÁ LIGADA DIRETAMENTE AO DÓLAR
A Bovespa fechou com alta de 0,82%, a 62.969 pontos. "O dólar está muito ligado com a cena externa, não há fatores internos de pressão e qualquer movimento lá fora acaba influenciando na cotação aqui", avalia Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper.
A atuação do BC no mercado, comprando moeda para engordar as reservas do País, ajudou apenas secundariamente a alta do dólar. A autoridade monetária definiu a taxa de corte em R$ 1,798 e teria comprado apenas US$ 200 milhões. "O BC sozinho não conseguiria fazer a moeda sair de uma queda de 0,60% para uma alta de 0,44%", diz Knauer.
SELIC – (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia)
As previsões para a Selic no final deste ano e para dezembro de 2008 também foram mantidas inalteradas em 11% e 10,25% ao ano, respectivamente.
Ontem, a maioria das projeções de juros dos DI encerrou o dia sinalizando queda. O DI de janeiro de 2008, o mais negociado, registrou taxa de 11,04%, ante 11,05% do último ajuste. Novembro próximo apontou juro anual de 11,05%, o mesmo do fechamento de quinta-feira.
SE A SELIC CAIR, DÓLAR CAI JUNTO
O Copom está reunido este mês com vários fatores de incerteza que só reforçam a tendência ao conservadorismo. O principal deles é o próprio comportamento da inflação, que permanece em patamar elevado, com pressões persistentes. Novos índices mostram um quadro ainda não muito confortável.
Especialistas dizem que desta vez o Copom até tem boas desculpas para ser conservador. O que não dá pra aceitar muito é o fato de a economia brasileira ter de conviver com juros ainda altos demais, em relação à média internacional, para preservar a estabilidade. Isso, independentemente, de o Comitê promover ou não mais um corte de 0,25 pontos percentual nos juros básicos.
Com uma possível queda, pode ocorrer um otimismo nacional maior do que já esta (estamos falando em relação aos mercados financeiros) e se a SELIC cair o DÓLAR vai junto.
IBOVESPA TEM PROGRAMAS EDUCATIVOS
Existe um programa criado pela BOVESPA chamado: “Educar”. Este programa foi criado pela BOVESPA e suas Corretoras de Valores para divulgar conceitos de educação financeira, por meio de cursos e palestras.
É voltado para qualquer pessoa, em idade escolar ou não, que queira saber mais sobre planejamento de finanças pessoais, hábitos de poupança e tipos de investimento.
CURSOS E PLANILHA
Você pode encontrar no site www.bovespa.com.br, uma agenda de cursos sobre bolsa de valores, assim como mais informações sobre o programa Educar, além de planilha de controle de finanças pessoais que podem ajudar você com seu orçamento doméstico e pessoal.
O principal objetivo do projeto é criar uma cultura de poupança e formação de patrimônio, explicando à população como administrar suas finanças. Participando do Educar, crianças, jovens e adultos aprenderão como controlar desde a mesada até o orçamento familiar. Com isso, acreditasse que na educação financeira iniciasse um processo que oriente as pessoas ao bom uso do dinheiro.
* Formado em Administração de Empresas, habilitação em Comércio Exterior, agente de Fomento Mercantil e pós-graduando em Gestão Estratégica Empresarial - lucianocriciuma@hotmail.com



