Dos lojistas
Dos lojistas do Camelódromo à sociedade criciumense
Por Redação Engeplus
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Diante dos fatos recentes que nos colocaram em uma situação delicada na área financeira e moral, gostaríamos de pedir desculpas à sociedade criciumense, afinal precisamos de boas noticias para nossa querida cidade, e também aproveitar a oportunidade para colocar a todos das nossas dificuldades.
Estamos instalados há mais de 16 anos no prédio da antiga prefeitura. No início, não era como agora. Tivemos um longo período de adaptações, saímos da Avenida Centenário, onde tinha um bom movimento, e para sobrevivermos todos tiveram que durante os finais de semana participar de eventos realizados na região, como rodeios, feiras e festas.
Tudo isso porque não existia movimento na região da antiga Cesaca, a não ser dos próprios funcionários das empresas que existiam naquele tempo, como o Pastifício Fio de Ouro e Cesaca. Então ficamos por um longo período amargando muitas dificuldades. Nossos filhos e algumas esposas que podiam trabalhar nos boxes, enquanto nós tínhamos que fazer os tradicionais "bicos" para complementar a renda, mas persistimos acreditando que plantando nós iríamos colher um dia.
Até que há pouco menos de seis anos, com a chegada do terminal de ônibus e o próprio crescimento da região, tornando-se "região central", é que começamos a colher os frutos dos anos que plantamos com muitas dificuldades.
Agora, enfrentamos um outro problema. Nosso ambiente de trabalho é visto hoje como "Área de Interesse Comercial". Sabemos que o atual prefeito, o Ilmo. Sr. Clésio Salvaro, tem interesse em nos ajudar. Por ser conhecedor das nossas dificuldades, ele tem se mostrado sensibilizado diante dos fatos ocorridos, mas sozinho não conseguirá, precisará da ajuda do Legislativo, nossos amados vereadores, competentes e também conhecedores das dificuldades, por lutarem diariamente pelos interesses da população.
Quanto a impostos, é bom deixar claro que nunca nos negamos a pagá-los, mas tem que haver um bom senso. É de conhecimento geral que ninguém recolhe integralmente os impostos no Brasil e atualmente existe uma lei chamada "Lei dos Sacoleiros" (Lei nº 11.898), através da qual podemos regularizar nosso comércio, emitir nota fiscal, dar garantia documentada e trabalhar com tranquilidade. Prova disso é que nosso índice de reclamações junto ao Procom de Criciúma é praticamente inexpressivo.
Estamos passando neste momento por uma profunda tristeza. Por mais conhecimento de que poderíamos ter, essa perda ninguém gostaria de passar por isso e nem desejar que alguém passe por isso, mas como acreditamos em Deus e que Nele podemos descansar, confiamos que podemos passar por essa passagem difícil de nossas vidas.
Estamos certos de que todos estão sensibilizados e torcendo para que nós possamos nos reabilitar e continuar com o sustento de todos que dependem desse lugar. Estamos em 50 boxes com mais de 500 pessoas, vivendo e dependendo exclusivamente desse tipo de comércio.
Todos nós do Camelódromo de Criciúma estamos muito agradecidos pela atenção e o espaço servido nesse canal de imprensa para que possamos nos expressar diante de todos.
Associação dos Lojistas do Camelódromo de Criciúma
