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'É preciso ser articulado', diz Alexandre Morais da Rosa, em análise da Lava-Jato

Por Redação Engeplus

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Foto: Ricardo Pereira

O juiz Alexandre Morais da Rosa fez uma das palestras mais aguardadas da Conferência Estadual da Advocacia. Com seu estilo inconfundível, Morais da Rosa lembrou que o que precisa ser aprendido não é o que está nos livros, mas o que acontece no cotidiano. “Furto, roubo, levantamento de prova, todo advogado precisa saber o mínimo de processo penal porque tem utilidade em todas as áreas do direito”, afirmou o juiz, autor de “Guia Compacto do Processo Penal conforme a Teoria dos Jogos”, que aproveitou para analisar a delação premiada segundo os princípios da teoria dos jogos.

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“Eu entrei aqui para dar essa palestra e teve gente que não gostou de mim porque sou juiz. E isso é humano. Juiz também é assim: gosta e deixa de gostar sem motivo. Houve um crime: quem são os policiais militares que encaminharam o flagrante? Quem é o delegado? Faz diferença? Faz. Dependendo do delegado muda o jogo. Dependendo dos participantes mudam as regras”, afirma.

Para o juiz, na Lava-Jato também não adianta conhecer a legislação, é preciso estudar o que está acontecendo nos processos. “O líder da organização não pode receber perdão, está na regra, mas o Joesley está em Nova York”, comentou.

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Segundo o palestrante, estabeleceu-se o mercado da delação, que funciona no mesmo modelo das leis de mercado: quanto mais valiosa a informação, mais valor você tem. “O desafio é trabalhar nessa área e manter seus limites morais. Quem atuar nessa área precisa entender que todo mundo tem um preço. Já teve até advogado entrando em acordo de delação premiada: isso é avaliação de risco. Qual a chance de um advogado que participou de um acordo desses ser considerado culpado de um crime no futuro? É preciso ter astúcia, é preciso se articular, senão você perde”, disse.

Colaboração: Assessoria OAB-SC

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