Editora Unisul lança Cartas do Fim da Vida
A obra é o resultado de anos de reflexão sobre o envelhecimento e a morte
Por Redação
Em
Existem assuntos que instigam a reflexão e busca de respostas. Um deles, por exemplo, é a morte. Ela nunca é boa, nunca é feliz, é triste e dura e um acontecimento normal e inevitável da vida. Há mais de vinte anos o cardiologista e professor da Unisul Roberto Luiz D´Avila reflete profundamente sobre o tema que escolheu para lançar o seu primeiro livro.
O livro lançado pela editora Unisul, é organizado por capítulos em forma de seis cartas. A primeira carta do livro foi escrita para uma palestra, sem intenção de ser publicado. O objetivo era produzir um texto de um paciente que escreve ao médico, solicitando ter uma morte tranquila, sem proibições e com liberdade. Porém, segundo Roberto, ficou grande demais.
“Senti vontade de escrever para o meu amor, aos meus filhos, netos, irmãos e amigos”. Em apenas 10 dias, escreveu as páginas de modo confessional, declarando, antecipadamente, sua principal vontade para o fim da vida: morrer em paz. O autor não quis rever os escritos, por isso solicitou a um amigo psiquiatra o que achava do texto e recebeu a sugestão de lançar um livro a partir das cartas.
Basicamente o autor quer que respeitem seus valores e crenças, deixando-o morrer sem dor, sedado se necessário e, em sua casa rodeado pela família. Recusa fortemente qualquer possibilidade, se estiver vivendo a fase terminal de uma doença crônica, do uso de recursos terapêuticos extraordinários, fúteis ou inúteis e, muito menos, internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O livro é uma reflexão profunda sobre vida e morte, pois ambas são inseparáveis. E defesa da vertente a qual o autor dedica-se: a ortotanásia, ou seja, a morte no tempo certo, sem antecipação ou sofrimento desnecessário.
Roberto Luiz D’Avila é cardiologista, ex-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) e atualmente professor de Humanidades Médicas da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).
(Colaboração/Texto: Cilene Macedo/ Unisul)
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