Eleições 2018
Em um ano, define-se a disputa presidencial
Por Redação Engeplus
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Em 15 de agosto de 2018 estará encerrado o prazo para que os partidos políticos concluam suas convenções, registrem atas e formalizem as suas candidaturas à presidência da República. Falta um ano portanto para o prazo fatal visando a definição do quadro de sucessão do presidente Michel Temer (PMDB), hoje considerado bastante instável.
A eleição será em 7 de outubro do ano que vem em primeiro turno. Entre as principais pré-candidaturas despontam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Jair Bolsonaro (Patriotas), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o senador Álvaro Dias (Podemos), a ex-senadora Marina Silva (Rede), o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria (PSDB), o senador Cristovam Buarque (PPS), o senador Ronaldo Caiado (DEM) mais as legendas menores, como a ex-deputada Luciana Genro (PSOL), o ex-deputado Eduardo Jorge (PV), o ex-deputado José Maria Eymael (PSDC) e Levy Fidelix (PRTB).

Na mais recente pesquisa Ibope, do final de junho, Lula aparece com 30% das intenções de voto. A candidatura do ex-presidente, porém, depende do avanço ou não das condenações da Operação Lava Jato, ainda hoje em primeira instância. Jair Bolsonaro, que está deixando o PSC rumo ao Partido Ecológico Nacional (PEN), que mudou seu nome para Patriotas, surge em segundo lugar com 16%. Marina Silva (Rede) pode ir à quarta candidatura para a presidência, e surge com 15% na pesquisa. Geraldo Alckmin com 8% e Ciro Gomes, 5%, aparecem na sequência.

Entre as novidades, além das alterações de nome de partidos com o surgimento do Patriotas, no lugar do PEN – a pedido de Bolsonaro –, e o Podemos, nova roupagem do PTN, que dará legenda à candidatura de Álvaro Dias, está o possível ingresso no processo do ex-ministro Joaquim Barbosa. Ele admitiu que vem estudando convites do PSB, para candidatura à presidência, e da Rede, onde seria vice de Marina. E há o imbróglio do PT que, caso não consiga lançar Lula, já cogita o ex-ministro Fernando Haddad como vice de Ciro Gomes, do PDT. O PMDB sinaliza novamente participação nos bastidores, sem projetar qualquer nome. O ex-governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, lançou pré-candidatura pelo partido, mas sem maior repercussão.

Enquanto isso, a reforma política que está em curso e precisa ser arrematada ao longo de setembro indica para mudanças no processo visando as eleições proporcionais.



