Câmbio
Entenda como a alta do dólar pode beneficiar a Prefeitura de Criciúma
Valorização da moeda significará uma conversão mais rentável dos recursos do Fonplata
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A cotação do dólar nesta quarta-feira, dia 26, é de R$ 4,39. E a alta da moeda norte-americana é observada com bons olhos pela Prefeitura de Criciúma, que receberá nos próximos dias o empréstimo de US$ 17,2 milhões junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata). O valor será empregado nas obras do sistema binário das avenidas Santos Dumont e Carlos Pinto Sampaio, no bairro São Luiz.
Para o Paço Municipal, a variável do câmbio é peça chave e pode significar recursos para mais obras estruturais. Hoje, a conversão dos US$ 17,2 milhões renderia R$ 75,5 milhões para os cofres da Prefeitura. E como o pagamento diz respeito ao crédito contratado e não ao convertido, a devolução poderá ser menor, podendo chegar, na melhor das hipóteses, ao mínimo estipulado de R$ 49,8 milhões, ou seja, um ganho de até R$ 25,7 milhões.
O ideal de câmbio é dólar alto no dia que converte e baixo no dia que vai fazer o pagamento. Esse é o risco da variação cambial. O juro é extremamente baixo, mas temos que ficar atendo na cotação. Até agora, o momento está muito bom. O valor é bastante significativo.
Secretário da Fazenda de Criciúma, Celito Cardoso
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A operação
A expectativa da Secretaria da Fazenda é que o valor contratado esteja na conta da Prefeitura até o dia 10 de março. A pasta argumenta que já encaminhou a documentação na chamada “Missão de Arranque” e aguarda a análise por porte do Fonplata. Após isso, o Fundo encaminha o valor para uma conta na Caixa e caberá ao banco brasileiro analisar o melhor momento para fazer a conversão e disponibilizar o dinheiro em uma conta específica relacionada às obras do binário.
O diretor executivo de projetos da Prefeitura, Vagner Espindola Rodrigues, projeta que a transferência do Fonplata para a Caixa possa ocorrer nos próximos dias. “Este é o momento, mas vamos aguardar. Quando optamos pela agência, ficou como exigência para que ela tivesse expertise na questão do câmbio. A Caixa fará isso para nós”, afirma.
O pagamento
A partir do recebimento do empréstimo, está estipulado no contrato uma carência de quatro anos e um prazo de 11 anos para amortização do crédito. Para acessar o fundo, Criciúma também precisou realizar obras como contrapartida, com a lógica de a cada R$ 1 acessado, R$ 1 empregado com recurso próprio. E isto foi cumprido com as obras do Canal Auxiliar e Parque do Imigrante, por exemplo.
“O primeiro desembolso será correspondente a 20% do valor total do projeto, que é 17,250 milhões de dólares. O restante dos desembolsos serão liberados conforme o cronograma da obra”, explica Rodrigues.
Como o pagamento é em dólar, também obedecerá o câmbio de momento. A única condição prevista no contrato é o valor mínimo de cotação, estipulado em R$ 2,90. Caso o valor seja menor que isso, esta será a base de cálculo.
“Se o dólar baixar de R$ 2,90, estamos fixado nesta taxa. Quando fazermos a conversão, se for dentro da taxa mínima, estaríamos pagando R$ 50 milhões e recebendo R$ 75 milhões. Este é o cenário ideal, mas trabalhamos com os pés no chão”, argumenta o diretor executivo.
No dia 2 de março, acontece a entrega da ordem de serviço para pavimentação das avenidas Santos Dumont e Carlos Pinto Sampaio, além das ruas de acesso.



