Combate ao crime
‘Estamos fazendo nossa parte’, diz comandante da PM sobre segurança no Pinheirinho
Maioria dos esforços policiais está concentrada na região, afirma tenente-coronel

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A Polícia Militar (PM) está trabalhando de forma constante no combate à insegurança no bairro Pinheirinho, segundo o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma (9º BPM), tenente-coronel Mário Luiz Silva. Ele destacou que, apesar dos casos recorrentes de furtos, a região é onde a corporação concentra seus maiores esforços.
“Estamos fazendo nossa parte. Nunca realizamos tantas operações como no ambiente do Pinheirinho. Apneia, Centinela, Cinturão… A última realizada durante a madrugada, um período que a comunidade não percebe. Se analisarmos nosso mapa de calor, a maioria do efetivo está alocado na região do Pinheirinho”, ressaltou.
De acordo com o comandante, a polícia aprova o protesto pacífico realizado pelos moradores, nessa terça-feira, dia 31, cobrando por mais segurança na região. “A manifestação conta com nossa sensibilidade e apoio. Entendemos as demandas que assolam essa comunidade”, frisou.
Prisão por furto
Durante o protesto, um homem, de 42 anos, foi flagrado cortando fios de um poste, no bairro Jardim Angélica (vizinho do Pinheirinho). O fato ocorreu na noite dessa terça-feira, dia 31, por volta das 18h40.
De acordo com o comandante, o criminoso é natural de outra região do Brasil e tem mais de dez antecedentes criminais. “São seis passagens por furto, além de lesão corporal, violência doméstica e estupro de vulnerável”, detalhou.
Ele também pontuou que o problema da região é complexo, já que envolve uma grande população em situação de rua. “Estamos atuando nesse combate, mas isso não depende somente da PM”, completou.

Insegurança da comunidade
O comerciante Rafael Topanotti Lima, que faz parte da Associação de Moradores do Bairro, afirmou que os furtos e roubos são dois problemas graves no bairro. “Os moradores de rua e usuários de drogas só aumentam e são os mesmos que nos roubam, nos furtam. Nosso movimento é para que a prefeitura tome uma iniciativa mais dura”, disse.
O líder comunitário do bairro Pinheirinho, Marlon Zappelini, reforçou que a maioria dos moradores de rua que estão na localidade são usuários de crack. "O bairro segue desvalorizado. As mulheres se sentem intimidadas nas paradas de ônibus, as crianças não podem brincar nos parquinhos porque o bairro está tomado por esses usuários", lamentou.

O que diz o prefeito?
De acordo com o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, todas formas de manifestação merecem ser respeitadas, mas o debate precisa ser ampliado. “Quando estive com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, pedi para que Criciúma tenha o mesmo tratamento dado a outras cidades, onde as polícias, de forma investigativa, trabalham de maneira mais eficiente para prender traficantes e manter presos aqueles que receptam produtos furtados”, ressaltou.




