“Estamos há mais de 30 dias sem óbitos por Covid-19 em Criciúma”, afirma secretário de Saúde

Criciúma já registrou quatro mortes pelo novo vírus

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“Estamos há mais de 30 dias sem óbitos por Covid-19 em Criciúma”, afirma secretário de Saúde
Foto: Rafaela Custódio / Arquivo Engeplus

O secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, informou nesta segunda-feira, dia 11, que a cidade não registra uma morte por Covid-19 há um mês. Além disso, das 212 pessoas que foram infectadas com o novo vírus, 91 pacientes já se recuperaram do coronavírus e o município já registrou quatro mortes pela doença.

Em entrevista concedida ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, Casagrande relatou que três criciumenses estão internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em decorrência do coronavírus, sendo que um paciente foi internado nas últimas horas.

“A abertura dos Centros de Triagem (CTs) não deixa acumular pessoas com o vírus no mesmo lugar. Atendemos em média 70 pessoas em 24 horas [nos CTs] e se elas estivessem acumuladas no pronto-socorro do Hospital São José teríamos mais contaminação”, analisou Casagrande. “Estamos há mais de 30 dias sem óbitos por Covid-19 em Criciúma”, acrescentou.

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Pesquisa científica

Na última sexta-feira, dia 8, a Prefeitura de Criciúma, divulgou os primeiros números da segunda etapa da pesquisa científica sobre a Covid-19. A pesquisa iniciou na terça-feira, dia 5 e segue até esta segunda-feira. No total, serão 500 testes rápidos aplicados aleatoriamente em homens e mulheres de diferentes faixas etárias e bairros do município. Dos 455 testes já realizados, a prefeitura diagnosticou 38 casos de Covid-19, nesta segunda etapa, no município. Na primeira fase da pesquisa, Criciúma registrou 11 casos.

“Se 38 pessoas foram confirmadas com Covid-19, temos 8.35% da população infectada com o vírus. Temos hoje 17,8 mil pessoas com coronavírus em Criciúma e de todas as idades. Temos uma criança de um ano com a doença”, revelou Casagrande.

Os testes rápidos foram aplicados em seis macrorregiões de Criciúma: Centro, Próspera, Pinheirinho, Quarta Linha, Rio Maina e Santa Luzia. A pesquisa é realizada em parceria com a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc).

A pesquisa científica já está verificando relações entre variáveis demográficas e positividade para a doença, analisando o perfil epidemiológico dos moradores estudados e identificando associação entre os testes aplicados e comorbidades e morbidades. A iniciativa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unesc, reconhecido pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ligada ao Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Ministério da Saúde.

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