Estelionatários de Criciúma aplicam mais de R$ 100 mil em golpes por SC e RS

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A Polícia Civil de Santo Amaro da Imperatriz identificou e localizou toda uma quadrilha de estelionatários que aplicaram golpes durante as festas de final de ano em comerciantes locais. O grupo composto por cinco pessoas da mesma família, todos moradores do bairro São Sebastião, em Criciúma esteve em Santo Amaro da Imperatriz aplicando golpes no Hotel de Caldas da Imperatriz e em várias lojas da cidade, deixando um prejuízo de mais de R$ 20 mil. Eles usavam cheques sem fundos de empresas que não existem.

Na segunda e terça-feira, o delegado Alessandro Isoppo e agentes de polícia da delegacia de Santo Amato da Imperatriz estiveram em Criciúma cumprindo buscas e apreensões nas residências de M.M.R., M.S.R., F.M.R., F.M.R. e D.R.M., onde foram encontrados diversos cheques em nome de alguns dos integrantes do bando e das “empresas de fachada”, além de outros documentos e objetos fraudulentos.

O bando agia em todo o litoral de Santa Catarina e também no Rio Grande do Sul. Eles tentaram abrir uma conta no Banrisul, no Rio Grande do Sul, com documentos falsificados. Em Criciúma o grupo aplicou o golpe no banco, conseguindo resgatar R$ 40 mil. Este crime é investigado pela Central de Polícia.

Os bandidos possuíam números de CPF falsificados, do estado de Minas Gerais. Os documentos eram utilizados na abertura de contas bancárias e crediários. A soma do prejuízo a comerciantes no estado catarinense ultrapassa R$ 100 mil.

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A principal especialização dos estelionatários consistia em comprar empresas desativadas, para que depois de regularizadas, utilizassem o CNPJ na liberação de créditos junto a instituições financeiras, além de adquirirem talonários de cheques de contas sem fundos para aplicar golpes no comércio.

Além de utensílios domésticos, eletroeletrônicos, móveis e roupas de grife, o bando procurava adquirir veículos, materiais de construção, além de equipamentos de informática, sempre pagando com cheques sem fundos em nome das “empresas de fachadas”. Também se hospedavam em hotéis de luxo, de onde fugiam sem pagar as contas.

(Colaboração: Del André Milanese)

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