Engeplus
Economia

Balanço

Estou há 40 anos na política. 2016 foi o pior ano de todos, avalia governador

Em 2017 a economia estará estagnada

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Cyntia Amorim

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, esteve na manhã desta segunda-feira visitando obras no Sul do Estado. O cronograma faz parte de uma programação em que Colombo visitará 11 macrorregiões de SC. Em Criciúma, ele falou das dificuldades econômicas enfrentadas em 2016 e sua perspectiva de gestão para 2017. No balanço, o governador aponta 2016 como o pior ano para a gestão pública.

Publicidade

“Estou há 40 anos na política. 2016 foi o pior ano de todos. As tragédias naturais que prejudicaram diversas regiões do país, assim como a crise econômica e política que o Brasil enfrenta são os agravantes dessa situação. Felizmente em Santa Catarina conseguimos driblar os desafios e fechamos o ano no azul em quase todos os setores”, explicou.

“O ano termina com um único problema: a saúde. Estamos com débitos neste segmento e precisamos de esforço extra para melhorar os hospitais do Sul”, complementou.

Dívida do Estado com Hospital São José – Na última sexta-feira, a direção do Hospital São José tratou de assuntos relacionados ao pagamento das dívidas do Estado e do Município com a entidade. A instituição apontou uma dívida de R$ 25 milhões de dezembro de 2015 até setembro deste ano.

O assunto foi levantado nesta manhã para o governador. Colombo afirmou que não há dívidas entre o Estado e o hospital. “Desde 2007, quando fui nomeado governador pela primeira vez, implantamos uma lei e adotamos uma filosofia de não assumir nenhum hospital. Terceirizamos tudo por meio de licitações. Alguns de nossos representantes estão novamente conversando com a direção do hospital para descobrir de onde vem esta dívida”, disse.

“Na conta da Secretaria da Saúde do Estado não há dívidas por nossa parte. Nosso diretor financeiro, contador e secretário da saúde confirmam esta informação”.

Via Rápida – No início deste mês um outro assunto que deu o que falar foi o atraso da Via Rápida. Uma comissão formada por vereadores vistoriou por conta própria o trecho de 8 quilômetros entre o elevado da Primeira Linha, no Anel Viário, e a BR-101. De acordo com Zairo Casagrande, o Estado teria condições de terminar em um ano, mas para tanto eles precisariam acelerar os trabalhos.

Publicidade

O vereador informou que, no dia 31, havia 12 máquinas e 12 caminhões no trecho. “Muito pouco, perante a necessidade da obra”, observou.

Hoje durante a coletiva com o governador esta questão também foi levantada. Colombo afirmou desconhecer o assunto. O diretor da empresa responsável pela obra, Ademir Locks, se pronunciou na coletiva e garantiu que a obra segue em ritmo normal.

“Esse vereador não sabe o que diz. Tivemos algumas desapropriações, mas a obra está andando dentro da normalidade”, afirmou. O governador acredita entregar a obra até dezembro de 2017.

Perspectiva para 2017 – Com um dos menores índices de desemprego do país, 6%, Colombo acredita que 2017 será melhor somente a partir do segundo semestre.

“Nos seis primeiros meses a economia ainda estará estagnada. O quadro será um pouco pior que este ano. Meu conselho é para que as empresas aproveitem os três primeiros meses do verão para guardar os lucros e segurar as pontas nos meses seguintes. Somos fortes em turismo. Precisamos aproveitar este segmento que movimenta o Estado”, sugere.

Compartilhar:
Leia a seguirFeira da Economia Solidária estimula empreendedorismo e sustentabilidade
Publicidade