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Economia

Falência De Lucca

Ex-trabalhadores da De Lucca recebem pagamento da falência

Processo foi julgado em sete anos e meio, e trabalhadores são os primeiros dos credores a receberem o dinheiro

Por Redação Engeplus

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Foto: Amanda Garcia Ludwig

Os ex-trabalhadores da falida cerâmica De Lucca recebem, nesta terça-feira, o pagamento de valores devidos pela empresa pelos anos de trabalho dos funcionários. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas, Itaci de Sá, explica que nos valores que os trabalhadores receberão, estão incluídos Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS), INSS, insalubridade, horas extras, salários regulares e 13° salário.

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O pagamento acontece na sede do sindicato, e a Polícia Militar (PM) realiza rondas pela região, para a segurança dos trabalhadores. Além disso, o cheque é nominal, ou seja, apenas o trabalhador consegue utilizá-lo. A Caixa Econômica Federal também está no sindicato, para abrir contas e realizar depósitos assim que os ceramistas receberem os cheques.


O advogado do sindicato, Arlindo Rocha, explica que o processo iniciou em 2006, assim que a empresa declarou a falência. A massa falida foi vendida alguns meses depois da declaração. Como existiam diversos credores para receber dinheiro, o advogado defendeu a tese de que os trabalhadores deveriam ser os primeiros a receber. “Conseguimos com que o primeiro pagamento fosse feito aos trabalhadores, com R$ 10 milhões divididos entre eles proporcionalmente ao tempo de serviço que prestaram à cerâmica”, explica.


Segundo Rocha, as demais empresas credoras da De Lucca continuam com o processo para tentar receber o valor devido. “Existem contas de luz, gás e fornecedores que precisam receber o dinheiro”, afirma o advogado.


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A juíza responsável pelo processo, Eliza Maria Strapazzon, explica que o fato de a sentença ter saído em sete anos e meio deve ser comemorado, uma vez que o processo de falência pode durar até mais de 20 anos. “Foram anos de dedicação e empenho de todos os envolvidos. Podemos considerar este ano vitorioso, pois pagamos duas falências, a da De Lucca e a da Caravaggio”, frisa a juíza.


Celoi Pacheco, ex-trabalhador da empresa, explica que receberá uma quantia razoável de dinheiro, já que trabalhou por 10 anos na De Lucca. Segundo ele, a expectativa era grande, pois ele acompanhou o processo desde o início. “Eu fiz parte do grupo que assumiu a empresa depois que ela faliu. Nós limpávamos e fazíamos a segurança do local, considerado massa falida, para que ninguém roubasse o maquinário. Fizemos isso por todos os trabalhadores, mesmo sem receber nada, e conseguimos que desse certo”, observa.


Pacheco comemora que o pagamento tenha saído antes do tempo previsto. “Eu achei que demoraria um pouco mais, mas tinha certeza de que ganharíamos. O momento também não podia ser melhor. A quantia não vai resolver a vida, mas vai fazer com que o Natal seja mais tranquilo”, garante.


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