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Excesso de chuva prejudica safra de cebola em SC e preços sobem

Os bons preços praticados no final da safra passada não estimularam um aumento expressivo do cultivo no sul do Brasil

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Foto: Nilson Teixeira/Epagri

O excesso de chuva e umidade já afetam a safra de cebola deste ano. O clima acabou ocasionando doenças nas plantas e trazendo dificuldades de fazer pulverizações, uma vez que o solo está encharcado. O problema acabou afetando também o preço do produto no mercado.

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No cultivo de variedades mais precoces, o atraso pode significar perda de produtividade. No Planalto Catarinense, as chuvas excessivas provocaram a suspensão das atividades de semeadura direta. Assim, estima-se que apenas 60% da área de cultivo estava implantada em Santa Catarina até a primeira quinzena de julho.

Desde o início da safra, as avaliações preliminares dos técnicos do setor indicavam uma tendência de leve aumento de área cultivada, o que pode não se confirmar. Segundo o IBGE, na safra passada foram cultivados em Santa Catarina 19.351ha, com produção bruta de 474.709 toneladas e rendimento médio de 24.582kg/ha. Considerando as perdas pós-colheita na ordem de 30%, calcula-se que foram comercializadas apenas 330 mil toneladas. Segundo a Epagri/Cepa, o preço médio ponderado pago aos produtores catarinenses da safra 2014/15 foi de R$ 1,06/kg (Classe 3). Se considerarmos que houve 15% de classe 2, o preço médio cai para R$ 0,98 o quilo.

Preços

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Os bons preços praticados no final da safra passada não estimularam um aumento expressivo do cultivo no sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, a área cultivada na região de São José do Norte e Tavares deverá apresentar pequena redução. Os produtores estão descapitalizados, pois houve perda de 40% na safra anterior, e o restante foi vendido principalmente entre novembro/14 e janeiro/15, quando os preços recebidos estavam relativamente baixos.

Os preços altos são o resultado da baixa oferta decorrente do encerramento precoce das safras sulinas e da quebra na produção argentina. No país vizinho, as chuvas de verão prejudicaram os bulbos, causando podridão e perdas elevadas. Com a quebra, houve necessidade de abastecer o mercado interno argentino, onde os preços estão muito atraentes. É provável que essa situação perdure até novembro. Assim, o volume exportado para o Brasil é o menor das últimas décadas, devendo ficar abaixo de 80.000t em 2015. Por outro lado, no mercado brasileiro a oferta deve aumentar já em agosto, quando se intensifica a colheita nas regiões paulistas de Monte Alto e São José do Rio Pardo, bem como de Cristalina, em Goiás.

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