Faltam ônibus, sobram passageiros em Criciúma; Salvaro comenta lotação do transporte coletivo

Tema foi levantado durante entrevista do prefeito em programa da Rádio Eldorado

Faltam ônibus, sobram passageiros em Criciúma; Salvaro comenta lotação do transporte coletivo
Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus

As constantes reclamações de lotação nos ônibus do transporte coletivo em Criciúma foram alvos de questionamentos durante entrevista do prefeito Clésio Salvaro ao Programa João Paulo Messer, da Rádio Eldorado, na manhã desta terça-feira, dia 2. Conforme decreto estadual, a limitação da ocupação dos ônibus deve ser de 50%, tanto no transporte coletivo municipal, quanto no intermunicipal e interestadual.

Salvaro explicou que não há estrutura suficiente para reduzir a capacidade e manter o mesmo número de usuários ativos no transporte coletivo. “Cadê a estrutura? A lotação só pode ser de 50%, então você tem que ter o dobro de ônibus parado na garagem aguardando a pandemia. Hoje temos 100 ônibus que rodam em Criciúma. Se você diminuir a lotação para 50%, precisaria ter 200 ônibus para atender a demanda”, disse.

O prefeito explicou ainda que uma equipe do Departamento de Trânsito e Transporte (DTT) está nos terminais para acompanhar o processo, realizar a fiscalização e fazer com que o decreto seja cumprido. “Nossa equipe da DTT está nos terminais, andando de ônibus e acompanhando. A lotação máxima permitida é de 50%, a gente procura cumprir este decreto do Governo do Estado, que está correto. O problema é que as empresas não têm ônibus suficientes guardados na garagem para dobrar a quantidade de ônibus circulando. Se a lotação permitida é 50%, para atender toda a demanda precisa pelo menos ter o dobro de ônibus”, justificou.

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Alternativas

Ainda durante a entrevista, o prefeito pediu para que a população busque alternativas, como caronas solidárias e outros meios de transporte. E também que utilize o transporte coletivo apenas para fins extremamente necessários. “Só saia de casa se for necessário, que vá ao trabalho e sempre que possível, se der, pegue a carona solidária, que também recomendamos. É um regime único, não é sempre assim”, disse.

Salvaro também afirmou não defender lockdown. Para ele, o aumento dos casos de Covid-19 estão atrelados à aglomerações e não ao setor economico. “O cidadão precisa fazer a sua parte. Não é defender lockdown, não é querer parar de trabalhar. Não é no trabalho que você tá pegando o vírus ou que tá transmitindo. É nas festinhas do final de semana, à noite, é aí que tá o problema. Não é reduzir o horário de atendimento, mas ampliar. Defendo estender o horário de atendimento das pessoas para evitar aglomerações”, argumentou.

Conforme o último balanço da Vigilância Epidemiológica, Criciúma possui 900 casos ativos e 100% de ocupação dos leitos de UTI destinados ao tratamento da Covid-19. Ainda durante a entrevista ele anunciou a ativação, até sexta-feira, de mais dez leitos de UTI na cidade.

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