Fitoterapia avança na saúde pública, mas desafios ainda são grandes
No Brasil, a primeira legislação sobre os fitoterápicos surgiu em 1988
Por Redação Engeplus
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A fitoterapia é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças. O método vem crescendo nos últimos anos na rede pública de saúde, mas os desafios para consolidar essa prática Integrativa Complementar (PIC) ainda são grandes. Esse foi um dos temas debatidos na última semana na 8ª Jornada Catarinense de Plantas Medicinais e Fitoterapia, no Auditório Antonieta de Barros da Assembleia Legislativa.
Cinco palestrantes trataram do assunto, entre eles a presidente do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina (CRF/SC), Karen Berenice Denez. Ela apresentou a evolução da legislação sobre a fitoterapia, desde o reconhecimento dessa prática pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1978.
No Brasil, a primeira legislação sobre os fitoterápicos surgiu em 1988, mas só em 2004 a União criou uma câmara técnica para regulamentar esses medicamentos. Além da câmara, há um comitê nacional que trata das plantas medicinais e da fitoterapia.
“A fitoterapia ressurgiu com força, mas há a necessidade de se integrar o conhecimento popular e o conhecimento científico para o uso racional dessas plantas, com segurança para a saúde da população”, comentou Karen.
Atualmente, segundo ela, há 12 fitoterápicos que podem ser distribuídos pela rede pública de saúde e que contam com recursos garantidos pela União, estados e municípios. Isso provocou um crescimento do uso desses remédios nos municípios, mas os desafios para ampliar o tratamento ainda são grandes.
“É necessário avançar na formação dos profissionais da saúde, entender melhor como esses medicamentos podem ser usados. É preciso também garantir rubricas dentro do orçamento para financiar as ações relacionadas à fitoterapia”, finalizou Karen.
































