Funcionária de laboratório criciumense fez parte de esquema de falsificação
Laboratório será investigado por possível participação
Por Heitor Carvalho - heitor@engeplus.com.br
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Em coletiva de imprensa realizada na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Criciúma, na tarde desta terça-feira, dia 22, o Coordenador do GAECO de Criciúma, o promotor de justiça Gustavo Wiggers e o delegado Airton Ferreira, esclareceram sobre o andamento da Operação Falso Negativo que apura a falsificação de exames toxicológicos para renovação de CNH.
De acordo com o promotor de justiça, durante a operação foi constatada a participação de uma técnica de um laboratório de Criciúma no esquema. "A fraude consistia no envio de material genético de outras pessoas que não usavam drogas, no lugar do material genético de quem realmente realizava o exame, assim garantindo o resultado negativo desejado", esclarece Wiggers.
Até o momento duas pessoas foram presas de forma temporária, mas a operação segue na investigação de mais participantes. Caso um terceiro elemento seja descoberto, além de responder por falsidade ideológica, os envolvidos também responderão por associação criminosa.
Segundo o delegado, existe a possibilidade de apenas nesse mês de maio a funcionária do laboratório ter lucrado com a prática algo em torno R$ 50 mil. "Para cada exame fraudado ela cobrava R$ 1.200,00 e ficava com R$ 1 mil, e só nesses mês de maio ela fez mais de 60 exames, sendo a maioria deles fraudados", afirma Ferreira.
A Operação Falso Negativo continua em andamento, agora focando na descoberta das pessoas que compraram os falsos exames e também no possível envolvimento de mais pessoas no esquema.


































