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Opinião

Fundações e

Fundações e Emancipações das Comunidades

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Willi Backes *

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Pra exemplificar, em janeiro deste ano Criciúma comemorou 130 anos de fundação e no mês de abril Araranguá comemorou 130 anos e Forquilhinha 21 anos de emancipação política.

Ainda em abril, os veículos de comunicação das mídias impressas e eletrônicas reproduzem responsável destaque aos 50 anos da fundação de Brasília. Observação menos atenta confunde e mistura datas, objetivos institucionais e promocionais das cidades e municípios.

Afinal, qual data é maior merecedora de comemoração: fundação ou emancipação?

É notório que quando o planejamento emana do cidadão, do popular, comemora-se a fundação da comunidade. O circulo político prefere destacar a emancipação, as coisas apenas relacionadas à política.

É preciso registrar e contar a história por completo. Dos desbravadores aos contemporâneos. A emancipação política é apenas uma das muitas conquistas importantes que uma comunidade trabalhadora e organizada alcança entre as muitas ações empreendidas.

Contrariando as próprias histórias culturais e econômicas das comunidades, menos Criciúma, os municípios do sul-catarinense privilegiam apenas a visão e o entendimento das representações políticas.

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Respeitando-se a história, a comunidade de Araranguá (Capão de Espera) deveria estar comemorando neste ano 298 anos (1728), Cocal do Sul e Içara 130 anos, como Criciúma (1880), Nova Veneza 121 anos (1891), Urussanga 132 anos (1878), Forquilhinha 98 anos (1912) e assim por diante.

Agora mesmo, a representação política de Forquilhinha divulga aos quatro ventos os 21 anos de emancipação (1989). A data de fundação é a mesma, 26 de abril, porém, de 1912.

A denominação da comunidade “Forquilhinha” é decorrente da junção dos rios Mãe Luzia e São Bento e já é assim conhecida desde os primórdios. À beira destas águas se construiu o desenvolvimento e crescimento das famílias e da coletividade.

Com é possível desconhecer, ignorar e não relatar às gerações todo o conteúdo do roteiro histórico que possibilitou alicerçar a caminhada, ontem e hoje, consolidada para o progresso?

Forquilhinha está na quinta geração de filhos. Muitos daqueles que são a primeira geração de filhos nascidos em Forquilhinha estão entre nós e contribuem para a harmonia reinante na comunidade. Eles são a historia e a memória viva. Os fatores culturais e históricos precisam ocupar espaços que lhes são devidos.

Em 1962, Forquilhinha festejou com todo o sul-catarinense o seu Cinqüentenário. Evento este, ainda orgulhoso na memória de quem teve o privilégio de organizar, participar e testemunhar.

Em 2012, Forquilhinha poderá, ou melhor, deverá promover o seu Centenário. Faltam apenas dois anos. A contagem regressiva é acelerada, improrrogável.
Resta indagar: o que está sendo preparado - como os nativos e as organizações podem colaborar - com que roupa eu vou?

* De Forquilhinha, há 56 anos / willi@nossacasa-sc.com.br

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