Mercado de Trabalho
Geração de emprego tem queda de 13,42%
Com 595 postos de trabalhos desativados a mais do que criados, o setor do comércio foi o que apresentou os saldos mais negativos
Por Redação Engeplus
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Na contramão do cenário nacional, Santa Catarina conseguiu manter um saldo positivo em relação a contratações e demissões nos primeiros seis meses de 2015. Segundo,os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, nesse período, o número de pessoas empregadas superou em 11.845 mil sobre o montante de postos de trabalho desativados.
Conforme matéria produzida pelo jornalista Gabriel Bosa, publicada no Jornal da Manhã, nessa quinta-feira, dia 23, os resultados também se mostraram positivos nos dez municípios que compõem a microrregião de Criciúma. Entre janeiro e junho, foram 442 trabalhadores contratados a mais que os demitidos. Apesar do índice favorável, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 13,42% nos postos de trabalho, resultando em 4.777 mil empregos a menos.
A criação de estratégias e programas para garantir o emprego é competência do Governo Federal, porém, os municípios também podem contribuir para a criação de novos postos de trabalho. Mesmo com o otimismo da manutenção das vagas de trabalho, o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), César Smielevski, acredita que o pior da recessão ainda está por vir. “A nossa situação econômica é resultado de crise política e ética. Temos que aguardar os próximos passos do Governo Federal para ter alguma projeção de quando isso vai passar”, comenta.
A extração mineral foi um dos segmentos que teve os piores resultados na região, registrando a demissão de 650 trabalhadores, contra 213 admitidos. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), Fernando Zancan, o índice negativo faz parte da variação natural do mercado. “Houve a readequação de uma das empresas, fechando uma mina e se preparando para abrir outra frente de trabalho”, resume. “À medida que essa empresa vai se adequando, os postos de trabalho voltam a ser abertos”, complementa, ressaltando que as indústrias não estão passando por recessão.
Com 595 postos de trabalhos desativados a mais do que criados, o setor do comércio foi o que apresentou os saldos mais negativos. O segmento vem enfrentando dificuldades desde o segundo semestre de 2014, sendo intensificado a partir do início desse ano. Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma, Gelson Philippi, o momento é ideal para a reformulação da atividade. “Esse é o tempo das pessoas criarem mais empregos, aumentando o horário de atendimento para atrair o pessoal para o comércio”, salienta.
Apesar dos dados, Philippi aponta para o potencial da região. “Nós vemos hoje obras de grande volume sendo construídas, isso mostra que as pessoas acreditam na gente, que temos potencial”, afirma.
Texto: Gabriel Bosa / Jornal da Manhã



