Operação Lava Jato
Governador e ex-prefeito do sul na lista de Fachin
Por Redação Engeplus
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Há os 98 políticos investigados em 78 inquéritos da Operação Lava Jato tornados públicos ontem pelo ministro Édson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), e há também os casos de cerca de 200 políticos citados em delações e planilhas de doações da Odebrecht e encaminhados a outras instâncias da Justiça. Aí estão seis nomes de Santa Catarina entre os quais o governador Raimundo Colombo (PSD) e o ex-prefeito de Imbituba Jaison Cardoso (PSDB), entre outros.
Nesta relação constam ainda a ex-senadora Ideli Salvatti (PT), o ex-prefeito de Joinville Carlito Merss (PT), o deputado estadual Jean Kuhlmann (PSD) e o ex-prefeito de Navegantes Roberto Souza (PSDB). Estes casos são de figuras citadas em delações mas que a Procuradoria Geral da República não formou juízo de valor e que, ao mesmo tempo, não possuem foro via STF.
O caso de Colombo vai para o Superior Tribunal de Justiça, onde trata-se de denúncias envolvendo governadores. Ele ainda não se pronunciou de ontem para cá a respeito. Kuhlmann, por ser deputado estadual, terá seu caso encaminhado ao Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre. Os demais estarão na alçada do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. As informações são do jornal Diário Catarinense.
As reações dos investigados de SC
A PGR está autorizada a investigar nove ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, conforme o jornal Folha de São Paulo. Nas delações de 77 diretores da Odebrecht constam quatro nomes de catarinenses: o senador Dalírio Bebber (PSDB), o prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes (PSDB), o deputado federal Décio Lima (PT) e a deputada estadual Ana Paula Lima (PT).
Bebber se disse tranquilo e surpreso. Napoleão manifestou indignação pois sempre se pautou pela ética. Décio frisou que mantém-se em tranquilidade pois a verdade prevalecerá e Ana Paula, esposa do deputado federal, afirmou que suas contas de campanha foram aprovadas e que não é ré de qualquer processo.



