Greve atropela
Greve atropela estudos da tarifa
Por Redação Engeplus
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A tabulação de dados feita pela Criciumatrans para definir a tarifa do sistema integrado de transporte coletivo deve ganhar novo ritmo após o parão na manhã de hoje.
O levantamento de custos feito até aqui esbarrou em aspectos técnicos que a empresa pública não tem como aferir, admitiu o presidente Luiz Fernando Cardoso.
"A compilação de dados que estamos realizando é bastante minuciosa", revelou. "Depois da audiência pública com a participação do Mutuc, decidimos esmiuçar algumas situações que jamais entraram no cálculo da tarifa nos 10 anos de sistema integrado. O desgaste dos pneus é um exemplo, mas precisamos do Ipat para apurar esse dado."
Luiz Fernando lamentou que o Governo Federal não tenha ainda concretizado nenhum programa de apoio ao transporte público. "Se houvesse algum incentivo, como o preço do diesel, os estados e municípios poderiam baixar suas alícotas para reduzir os custos operacionais das empresas e o preço da passagem", citou.
A tarifa atual em Criciúma é de R$ 1,80 e o realinhamento a ser definido pelo estudo da Criciumatrans pretende "fixar um valor mais próximo da realidade", acrescentou Luiz Fernando. "Em Florianópolis, a tarifa está indo para R$ 2,40 e em Tubarão já foi para R$ 1,90. Percebemos que aqui o valor está aquém da realidade."
Com as ameaças de paralisações-relâmpago como a de hoje, deixando sem transporte cerca de 58 mil usuários, o levantamento deve ser agilizado e entregue ao Ministério Público. "Há inúmeros dados sigilosos porque são intrínsecos às empresas, como o imposto de renda, e por isso não podem ser divulgados", justificou.



