Greve
Greve dos metalúrgicos continua, mas perde força
Três empresas estão com as atividades comprometidas
Por Redação Engeplus
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A greve dos metalúrgicos que iniciou na última terça-feira, dia 10, perdeu força, mas continua em Criciúma e região. Na semana passada, cinco empresas estavam com as atividades paralisadas. Nesta segunda-feira, dia 16, três empresas estão com os serviços comprometidos. A empresa Santa Libera está com 100% das atividades paradas, a MDS com 50% e a Usipe com 70%.
De acordo com o presidente do sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e Região (Sinmetal), Francisco Pedro dos Santos, o movimento perdeu força por causa da pressão do Sindicato Patronal.
“Com toda pressão dos empresários, o funcionário acaba voltando aos trabalhos com medo de ser demitido”, ressalta o presidente do sindicato.
Os profissionais pedem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 6.22% mais 6% de aumento real, totalizando 12.22% de reajuste. No entanto, o Sindicato Patronal oferece aumento real de 7.5%. “Este valor já foi rejeitado em assembleia. Vamos nos reunir no fim desta tarde para tomar as próximas decisões. Iremos avaliar se intensificaremos a greve ou paramos o movimento”, frisa Santos.
Sindicato Patronal - De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Sul Catarinense (Sindimetal), Guido Búrigo, nesta manhã uma nova reunião com o sindicato foi realizada e a proposta se manteve. “O setor metal mecânico passa por um momento delicado, 12.22% de aumento é um absurdo. Como não houve acordo, o dissídio coletivo irá a julgamento em Florianópolis”, afirma. Segundo Guido, todos os documentos serão encaminhados para a capital nesta terça-feira.
No ano passado, a categoria ficou em greve durante três dias. O Sinmetal representa 29 municípios entre Passo de Torres e Braço do Norte. As 30 maiores empresas de médio e grande porte se concentram nas cidades de Criciúma, Içara, Sangão, Forquilhinha, Morro da Fumaça e Urussanga. Na região, de acordo com o presidente do sindicato, são mais de dez mil metalúrgicos.



