Guerra de
Guerra de TVs agita mercado
Por Redação Engeplus
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O mercado audiovisual está em polvorosa. Motivo: o recente aumento de audiência da Rede Record, que segundo o Ibope rouba consecutivamente a vice-liderança do SBT no horário nobre, é alimentado pelo investimento na contratação em massa de profissionais da concorrência. Com a meta de multiplicar o faturamento publicitário e ampliar sua visibilidade, a emissora do bispo Edir Macedo partiu para o ataque. De agosto de 2004 para cá, destinou só à teledramaturgia verba superior a R$ 100 milhões.
Conhecida pela excelência do seu ’’padrão de qualidade’’, a Globo teve a equipe técnica desfalcada. E a Record foi além. Com o desembolso de R$ 15 milhões, adquiriu os estúdios do humorista Renato Aragão, vizinho do templo da teledramaturgia global, o Projac. Os executivos da emissora chegaram ainda a entrar em contato com o apresentador Gugu Liberato, que acabou por se entender com sua antiga casa, o SBT.
Oficialmente, por meio de nota, a Central Globo de Produção esclarece que considera ’’muito positiva qualquer iniciativa consistente de investimento na produção brasileira’’. Frisa, porém, que mantém os melhores profissionais em todas as áreas e que não há nenhuma nova política para conter a debandada de atores, técnicos e jornalistas rumo à emissora rival.
- Atualmente contratamos profissionais competentes, não especificamente profissionais da Globo - explica o superintendente comercial da Record, Walter Zagari.
Sabe-se, porém, que mais de 40 nomes do jornalismo migraram da equipe da emissora líder para a concorrente.
Além disso, só a novela Prova de amor importou mais de 30 funcionários globais, entre eles, câmeras, figurinistas, técnicos de áudio e de vídeo e produtores. Eles trabalhavam por trás das câmeras em atrações de peso, como a série JK, a novela Bang Bang e o programa Linha Direta.



