BRASÍLIA
Horário de Verão acaba neste sábado
Horário especial durou 126 dias com redução no consumo de 4,8%
Por Redação Engeplus
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À meia-noite deste sábado, 18 de fevereiro, termina o Horário de Verão. Os habitantes e visitantes de Santa Catarina devem atrasar o relógio em uma hora. Iniciado em 16 de outubro, o Horário de Verão (HV) teve 126 dias de duração. A implantação dessa medida evita o acúmulo de demanda simultâneo: iluminação pública, residencial, comercial e industrial.
Segundo a Celesc, o ganho com a medida em megawats representa cerca de 10 vezes o benefício com a redução do consumo em MWh (4,8% frente 0,5%). O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estima uma redução na demanda de 165MW no horário de ponta noturna, entre as 18h e 21h, em Santa Catarina.
A medida altera o perfil da demanda em megawatts no período crítico e aumenta o grau de confiança do Sistema Elétrico. O gerente do Departamento de Comercialização da Celesc, Gustavo Rocha, enfatiza o ganho principal do HV. Durante a sua vigência, se reduz a demanda na hora de ponta em quase 5% no Estado. "Tal fato diminui o carregamento das instalações de transmissão e, simultaneamente, oferece maior flexibilidade operativa e evita em situações de emergência."
Para o consumidor final, segundo o ONS, há benefício econômico na tarifa, pois se posterg investimentos - que serão repassados aos usuários do sistema - para atender o acréscimo na demanda no horário de ponta durante os meses de outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Segundo estimativa do ONS, durante esse período, a redução deve ser de 1.660 MW no subsistema Sudeste-Centro Oeste e 585 MW no subsistema Sul e de 165 MW em Santa Catarina.
Gustavo Rocha utiliza o exemplo de uma lâmpada para evidenciar a diferença entre demanda e consumo. Uma lâmpada de 100 W quando ligada demanda 100W de potência e quando desligada, a demanda é nula, ou seja, existem apenas duas possibilidades: ou zero ou 100W. O consumo de energia dependerá de quanto tempo a lâmpada permanece ligada. Se ficar 3 horas acesa, consumirá 300 Wh. O circuito elétrico da residência (fio condutor e disjuntor) deve estar dimensionado para atender a demanda de 100W da lâmpada, caso contrário o disjuntor desarmará ou o fio condutor sofrerá um superaquecimento, causando um curto circuito.
O tempo de uso dessa lâmpada, que é o consumo de energia, impactará a fatura de energia da residência, cobrada em R$/kWh. De forma análoga, o sistema elétrico da Celesc Distribuição (condutores, transformadores etc.) precisa estar dimensionado para atender a demanda de potência dos equipamentos utilizados nas unidades consumidoras (residências, indústria, comércio etc.). Os dados oficiais ainda não foram divulgados pelo ONS. Os números citados se referem a documento de setembro de 2016 para o HV 2016-2017, no qual já estima a curva de redução da potência nas regiões referidas do país. A tabela, a seguir, estima os dados em comparação à potência de algumas cidades catarinenses.
Dados Comparativos – 165MW* Municípios MW Comparação Nº de UCs Florianópolis 251,2 65,7% 242.280 São José 97,9 168,6% 106.938 Palhoça 61,8 266,9% 83.452 Blumenau 199,0 82,9% 145.832 Joinville 459,2 35,9% 219.553 Lages 64,2 257,1% 66.381 Videira 46,5 354,7% 21.853 Concórdia 55,7 296,0% 33.163 Jaraguá do Sul 120,0 137,5% 67.084 Joaçaba 21,8 758,1% 13.867 Criciúma 99,4 166,1% 72.447 São Miguel d'Oeste 20,9 789,8% 18.548 Tubarão 55,5 297,4% 35.104 Rio do Sul 35,2 469,2% 28.820 Mafra 19,5 847,3% 23.758 São Bento do Sul 45,7 360,9% 32.743 Itajaí 124,8 132,2% 87.992 Chapecó 122,6 134,6% 88.170
*Comparação com a demanda de potência máxima de cada município ao longo do período do Horário de Verão.
Com informações do Governo do Estado de Santa Catarina



