Hospitais em luto: em protesto cirurgias não emergenciais serão suspensas nesta quinta-feira
Instituições organizam protesto contra a defasagem da tabela SUS e para defender a aprovação do Saúde Mais Dez
Por Redação Engeplus
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Através de uma mobilização nacional que será realizada no decorrer desta quinta-feira, dia 25, funcionários e representantes de hospitais filantrópicos de todo o país protestarão contra a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, a categoria reivindicará a aprovação da emenda que prevê a implantação das medidas propostas pelo Movimento Nacional – Saúde Mais Dez.
Neste dia todas as cirurgias eletivas, que não se caracterizam como urgentes, não serão realizadas. A mobilização vai iniciar a partir das 7 horas e deve perdurar o dia todo. Os participantes do protesto vestirão camisetas pretas e cartazes serão exibidos na frente das instituições. Em Criciúma, em frente ao Hospital São José por volta das 10 horas será realizado um ato simbólico em que os médicos e trabalhadores farão uma oração em homenagem as Santas Casas que lutam para manter as portas abertas mesmo com as dificuldades.
A tabela SUS em vigência está há mais de 20 anos sem ser atualizada e os incentivos de ordem Federal que eram repassados paras as instituições de modo a compensar a defasagem estão congelados há três anos. “É um grito de protesto pelo que o SUS nos paga. Os hospitais não tem dinheiro para mais nada, se a situação perdurar não vai restar alternativa e vamos para as atividades. Os valores estão aquém das nossas necessidades”, explica o secretário da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Santa Catarina, Altamiro Bittencourt.
Atualmente, a cada R$ 100 gastos em atendimento as instituições recebem R$ 65 de retorno, uma defasagem que resulta em um déficit nacional de R$ 15 bilhões, uma média de R$ 5 bilhões por ano para cada hospital. "A crise das entidades é nacional. Hoje, a União investe apenas 4% da receita líquida”, destaca o diretor administrativo do Hospital São Donato de Içara, Júlio César De Luca.
O Saúde Mais Dez prevê uma maior participação do Governo Federal nos repasses feitos aos hospitais do país. O Estado ficaria responsável pelo repasse de 12%, o município de 15% e o Governo Federal de 10% sobre a receita bruta do Brasil, o que resultaria em cerca de R$ 45 bilhões de investimentos na saúde por ano. “Nós só queremos condições de atender a população com mais qualidade”, destaca Bittencourt.
A emenda para aprovação do Saúde Mais Dez, esta aguardando a aprovação do Congresso Nacional desde o primeiro trimestre de 2014. Um abaixo-assinado em defesa da aprovação, organizado por hospitais do país reúne 1,5 milhões de assinaturas em favor da aprovação do documento.

































