Hospital
HSJosé: suspensão de serviços completa uma semana nesta segunda-feira
Ação civil pública do MPF pede que os atendimentos voltem ao normal
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

O Hospital São José, de Criciúma, continua com os procedimentos eletivos e os atendimentos ambulatoriais suspensos. Nesta segunda-feira, dia 29, essas paralisações completam uma semana. Desde então, são mantidos os procedimentos de urgência e emergência, ou seja, todos os serviços de pronto-socorro através do Sistema Único de Saúde (SUS). Os demais convênios funcionam normalmente.
As cirurgias de urgências, segundo a diretora administrativa do São José, Terezinha Buss, o centro obstétrico, a maternidade e também os tratamentos oncológicos e de hemodiálise são mantidos. O motivo desta paralisação é o não repasse de verbas do SUS ao hospital.
São duas situações apontadas pela instituição: a primeira é o atraso no pagamento de serviços realizados nos últimos dois anos e a segunda é referente ao não repasse do valor de R$ 4 milhões ao hospital, verba direcionada para a instituição todos os meses. No total, o deficit do São José passa dos R$ 20 milhões.
Deste valor, o Ministério da Saúde depositou aproximadamente 70% dos R$ 4 milhões, ou seja, pouco mais de R$ 2,5 milhões. Este recurso, de acordo com Terezinha, foi empregado no pagamento dos honorários médicos e no pagamento de alguns fornecedores. “Esse dinheiro não resolve o nosso problema. Ainda estamos com um deficit muito grande e muitos fornecedores em atraso”, comenta.
Ação civil pública - Na última semana, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública através de uma liminar para que a instituição não pare com os atendimentos, retomando as atividades comprometidas. A ação pede também que em cinco dias a União e o Estado cumpram com os valores devidos ao hospital.
Segundo Terezinha, o cancelamento de alguns procedimentos ocorreu pela falta de verba. “Tivemos um motivo, mas vamos acolher essa liminar, vamos tentar dar todas as respostas e dar uma atenção especial para esse procedimento”, comenta. Ainda conforme a diretora administrativa, a situação é mais amena em relação aos atendimentos, tendo em vista que neste período do ano a procura por parte dos pacientes é menor.



