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Humberto Gessinger

Humberto Gessinger abre Feira do Livro de Içara

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Amanda Garcia Ludwig

O primeiro dia da 2ª Feira do Livro de Içara ficou marcado pela presença do cantor e compositor Humberto Gessinger, vocalista da banda Engenheiros do Hawaii e, atualmente, do projeto Pouca Vogal. O convidado palestrou sobre sua vida como leitor, escritor e compositor, e realizou uma sessão de autógrafos de seus livros, que estavam sendo vendidos na feira.

“Atualmente, estou lendo o livro Os Crimes do Acordeon, que é um livro sobre o qual eu nada sabia, mas resolvi comprar porque tenho tido bastante interesse neste instrumento ultimamente. Isso coincide com o primeiro livro que eu li, do Hermann Hesse, Steppenwolf. Foi o primeiro livro que comprei com meu dinheiro, e nunca tinha ouvido falar, mas levei para casa porque sabia que existia uma banda com esse nome”, se divertiu o cantor.

Gessinger lançou cinco livros desde 2008: Meu Pequeno Gremista,Pra Ser Sincero; Mapas do Acaso; Nas Entrelinhas do Horizonte; e Agenda 2012. O cantor afirma que ainda se assusta um pouco com essa transição entre a música e a literatura. “Meu público tem aceitado bem essa mudança, que foi gradual e lenta. Acho que eu acabo estranhando mais do que eles. Essas feiras do livro me dão oportunidades que eu nunca tive antes, de encontrar com meu fã e poder me aproximar mais dele. Eu tenho a impressão que as pessoas carregam os livros com mais cuidado do que carregam seus discos”, explicou.

A volta dos Engenheiros do Hawaii virou pauta da noite, e Gessinger garantiu que em algum momento pretende retomar a banda. “Sinto falta da potência dos engenheiros, mas foi um projeto que resolvi deixar de lado para que o Pouca Vogal não fosse ofuscado. Ainda não tenho data definida, mas pretendo voltar aos Engenheiros em breve”, afirmou. Para encerrar a noite, o eterno engenheiro deu uma palhinha de Terra de Gigantes para o público içarense.

Um pouco mais sobre Humberto Gessinger

Twitcam - “A Twitcam me aproximou muito das pessoas. Eu costumo dizer que Deus inventou a internet para mim. Eu sou um artista que atinge um público específico, e isso me aproxima diretamente desse público. Eu consigo um contato direto com eles. Já não sei mais viver sem a internet e essas ferramentas de hoje em dia. A divulgação dos meus trabalhos tem sido muito mais rápida agora.”

Pouca Vogal – “Esse foi um projeto surpreendente. Eu e o Duca Leindecker começamos tudo despretensiosamente. A gente sabia que as gravadoras não iriam querer esse tipo de gravação, então fizemos tudo e colocamos na internet. A coisa começou ao contrário. Depois dessa divulgação, a Som Livre apareceu e tudo começou a dar certo. Eu nunca entendi muita coisa de mercado de música. Se eu dependesse disso para viver, estaria falido.”

Música na educação – “Acho que a educação é uma coisa que precisa ser levada a diante pelos professores. É muita pretensão do artista achar que a música pode educar. Pode auxiliar, sim, na educação sentimental dos jovens e pode influenciar em alguns aspectos, mas isso uma entrevista do Neymar também faz. O artista não pode se comparar com o professor. Todos nós nascemos de um professor, e este deve ser respeitado como tal.”

A feira - O evento é promovido pela prefeitura de Içara, por meio da secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, e segue até sábado, dia 16, na praça da igreja matriz São Donato, com amplo roteiro de apresentações artísticas e culturais dos alunos das oficinas culturais e de escolas e CEIs da cidade.

Vídeo: Amanda Garcia Ludwig

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